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EXCLUSIVO ‘Sou só gratidão’, diz Luciano Szafir

Ator e apresentador faz um balanço de 2021 e que só pensa em ter saúde no próximo ano para realizar vários projetos

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Luciano Szafir, de 52 anos, foi um dos grandes exemplos de superação. O empresário ficou mais de um mês internado em um hospital por conta da Covid-19. Ele travou uma difícil batalha pela vida quando esteve na UTI. E venceu. Depois disso, corajosamente, desfilou na São Paulo Fashion Week com uma bolsa de colostomia. A coluna fez uma entrevista especial com esse cara educado, gentil e alto astral para que a batalha dele sirva de exemplo para todos nós no ano que se inicia. “Depois de tudo que eu passei, descobri que o dia mais importante da minha vida é o hoje, o agora. Não guarde rancor, diga que ama. Não sabemos como será o minuto seguinte de nossas vidas”, disse.

Como você avalia o ano de 2021?
Muito difícil. O Covid fez famílias inteiras chorarem a morte de seus amores. E falando particularmente da minha experiência, não foi nada fácil. Relembrar tudo ainda dói. Foi um ano duro, mas de muito aprendizado e de fé. Não apenas em Deus, mas também no ser humano. Tive momentos extremamente difíceis, mas também de muita alegria. A corrente de solidariedade me ajudou e ajuda muito a enfrentar tudo com mais força e leveza.

Depois de passar momentos difíceis por conta da Covid, que lição você tira?
Que ser resiliente é preciso. Depois de tudo que passei, entendi ainda mais a que a vida é um sopro. É uma ampulheta, já nascemos morrendo. Eu sempre fui muito próximo da minha família e de quem eu gosto, mas com certeza, estou ainda mais. Depois de tudo que eu passei, descobri que o dia mais importante da minha vida é o hoje, o agora. Não guarde rancor, diga que ama. Não sabemos como será o minuto seguinte de nossas vidas.

O que espera para 2022?
Equilíbrio emocional. Se a nossa cabeça não estiver bem, nada estará. Passei por momentos tensos, que a terapia ajudou muito e ainda ajuda. Quero tranquilidade para tomar decisões, saúde para continuar trabalhando e estar ao lado de quem amo.

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Você desfilou com a bolsa de colostomia e recebeu muito carinho pelo seu ato. Você esperava por isso?
Assim que coloquei a bolsa, muitas pessoas me procuraram para oferecer ajuda, dividir sua experiência e até desabafar. Li e ouvi casos muito tristes de pessoas com a autoestima no chão. Foi aí que decidi usar o poder da minha voz e levantar essa questão, quebrar este tabu. A reação foi muito mais do que eu esperava. Foi tudo muito emocionante.

Como está sua saúde neste momento?
Ainda dependo de cuidados médicos. O pós-Covid deixam muitas sequelas físicas e emocionais. Sinto muitas dores no corpo, tive uma queda de cabelo, o emocional ainda abalado. Faço muita fisioterapia. Mas quando olho para trás… nossa! A evolução é enorme e não tenho motivos para reclamar. Sou só gratidão.

Se você tivesse um pedido a ser atendido em 2022… que pedido seria esse?
Que essa pandemia acabe. Que nosso coração tenha trégua. Meu pedido é muita saúde para acompanhar a vida dos meus filhos e trabalhar. Na verdade, só tenho que agradecer. Sou um cara de muita sorte. Por isso, sempre que abro os olhos, a primeira coisa que faço, é agradecer.

Como você começa o novo ano?
Aliviado por estar vivo, grato pelo renascimento e com bastante trabalho. Teatro, cinema, a Paixão de Cristo, em abril, que farei o Herodes. Lançamento do meu canal e também grandes possibilidades de ter um programa em uma emissora de TV aberta. Estamos conversando.

Se você tivesse que definir 2021 em apenas uma palavra, qual seria?
Renascimento.

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