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EXCLUSIVO Val Marchiori fecha contrato milionário, não cumpre e impasse vai parar na justiça

Empresa que contratou serviços da socialite pede devolução do dinheiro e rescisão contratual

Fábia Oliveira EM OFF
Fábia OliveiraColunista do EM OFF

Val Marchiori virou ré em uma ação judicial movida pela GYP Comércio Varejistta Cosméticos Ltda., que busca através da esfera judicial rescindir seu contrato com a empresa da socialite. No dia 26 de maio de 2021, as partes celebraram um contrato para que a marca pudesse expor seus produtos em uma plataforma digital criada por Val. O diferencial seria o fato de que as propagandas dos produtos seriam feitas por influenciadores digitais famosos, considerados verdadeiras celebridades da internet.

O serviço oferecido por Val Marchiori geraria um alto custo para o investimento, com uma grande promessa de um elevado retorno financeiro. Foi fixada uma meta de seguidores a serem alcançados por Val em sua plataforma e ambas as partes entraram num acordo de que deveriam somar esforços no intuito de alcançar os resultados desejados. Todo o material necessário teria sido entregue pela GYP à Val Marchiori, para que a empresária pudesse realizar um excelente trabalho, contudo, não foi isso que ocorreu.

No processo, a empresa alega que desde o início da contratação a plataforma contratada nunca funcionou, o que fez com que seus produtos não pudessem ser expostos para compras dos clientes em potencial. Diante de tal cenário, a GYP criou um grupo no aplicativo WhatsApp para enviar os links para a compra de seus produtos diretamente para os influenciadores que ficariam encarregados da divulgação.

Além disso, outra obrigação acordada no contrato era que Val Marchiori mantivesse uma rede de, no mínimo, 135 influenciadores ativos. Caso contrário, os influenciadores deveriam alcançar, pelo menos, um número de seguidores equivalente a 60 milhões. Ocorre que essas obrigações também não foram cumpridas, visto que a empresa de Val alcançou apenas sete influenciadores, mantendo uma divulgação que alcançou apenas 4,8 milhões de seguidores.

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De outro lado, a GYP tinha a obrigação de pagar à Val Marchiori o valor de R$ 1 milhão, em dez parcelas de R$ 80 mil, além de conceder um crédito de R$ 200 mil para serem gastos em produtos a serem produzidos pela pela GYP.

Por conta das cláusulas contratuais não cumpridas, a GYP solicita judicialmente o direito de rescisão contratual, agregado ao direito de receber os valores a título de multa e ressarcimento por eventual obrigação não cumprida. Vale ressaltar que Val Marchiori chega a confessar que não cumpriu com suas obrigações, conforme o esperado, mas tenta atribuir à GYP a responsabilidade por não ter cumprido com seus deveres.

Os advogados da GYP então pedem que Val Marchiori seja condenada à devolução dos valores pagos pelo serviço, com a devida atualização à época da quitação, no valor de R$ 367,65 mil, acrescidos de multa compensatória no valor de R$ 50 mil, somando um total de R$ 417,5 mil. Pedem, ainda, uma condenação por danos morais no montante de R$ 40 mil.
 
E para a tristeza de Val Marchiori, no último dia 31 de março, o juízo entendeu que o valor da causa deve ser corrigido para R$ 1 milhão e 90 mil. Até o presente momento, a socialite ainda não apresentou sua contestação, mas o juiz solicitou que apenas a empresa de Val permaneça como ré na ação, retirando, portanto, o nome da empresária do polo passivo do processo.