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CASO DE POLÍCIA

Antônia Fontenelle será investigada por crime de discriminação

A atriz e apresentadora vai ser investigada pela Polícia Civil da Paraíba após falas preconceituosas

Danilo ReenlsoberRepórter do EM OFF

A atriz e apresentadora Antônia Fontenelle, ex-mulher do diretor Marcos Paulo, será investigada pela Polícia Civil da Paraíba por possível crime de preconceito ou discriminação contra paraibanos. Nesta semana, ela fez comentários xenofóbicos sobre o DJ Ivis, que aparece em vídeos agredindo a ex-mulher, Pamela Hollanda.

A youtuber foi chamada de preconceituosa nas redes sociais ao criticar o músico e chamá-lo de “paraíba” em tom pejorativo. Ela também usou o termo “paraibada” em um segundo vídeo sobre o caso. “Esses ‘paraíbas’ fazem um pouquinho de sucesso e acham que pode tudo. Amanhã vou contactar as autoridades do Ceará pra entender porque esse cretino não foi preso“, disse em uma postagem nas redes sociais.

Até a advogada paraibana Juliette Freire, vencedora do BBB21, entrou na polêmica e criticou as palavras utilizadas por Fontenelle. “Essa não é a primeira vez que eu escuto alguém usar o termo ‘Paraíba’ de forma pejorativa. Paraíba é o estado, nós somos paraibanos. Se você quer usar um termo ruim, use agressor, criminoso”, disse a ex-BBB.

Não é força de expressão, é xenofobia. Não existe “ser Paraíba” e “fazer paraibada”. Existe ser PARAIBANA/O, o que sou com muito orgulho. Tire seu preconceito do caminho, que vamos passar com a nossa cultura e não vamos tolerar atitudes machistas e xenofóbicas de lugar algum”, ressaltou Juliette em postagem no Twitter.

A ex-mulher de Marcos Paulo voltou às redes sociais após o posicionamento de Juliette. “Já tentaram me acusar de xenofobia. (…) Porque eu falei ‘esses ‘paraíba’ quando começam a ganhar um pouquinho de dinheiro acham que podem tudo. ‘Paraíba’ eu me refiro a quem faz ‘paraibada‘, pode ser ele sulista, pode ser ele nordestino, pode ser ele o que for. Se fizer paraibada, é uma força de expressão”, disse a atriz em um vídeo.

Na quarta-feira (14), de acordo com o portal G1, o delegado Pedro Ivo, da 1ª Delegacia Seccional da Polícia Civil da Paraíba, solicitou a abertura de um inquérito para apurar os fatos.

Dj Ivis, que é paraibano, mora em Fortaleza e foi preso na tarde desta quarta-feira (14). No domingo (11), vídeos que mostram o artista agredindo com socos, tapas e empurrões a ex-esposa, a arquiteta e influenciadora Pamella Holanda, viralizaram na internet, compartilhadas pela própria vítima. O caso causou uma comoção em todo o País.

Ao G1, Pedro Ivo disse que as condutas de Fontenelle se amoldam ao tipo penal descrito no art. 20 da Lei nº 7716/1989, que define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Com a instauração do inquérito, serão realizadas diligências investigativas, procedimentos periciais e o interrogatório da indicada autora do fato, com o consequente envio do procedimento para o Judiciário.

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