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MEU PASSADO ME CONDENA?

Após se assumir gay, Eduardo Leite é criticado por apoiar Bolsonaro

O governador do Rio Grande do Sul e recém-assumido gay, Eduardo Leite, já apoiou o presidente Jair Bolsonaro durante as Eleições 2018

Adriel MarquesRepórter do EM OFF

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, durante o conversa com Bial desta quinta-feira (1) se assumiu homossexual em rede nacional. Foi a primeira vez que o político falou sobre a sua orientação de forma pública e sem segredos, encerrando as especulações na tela da Globo.

Nas redes sociais, o público entrou em êxtase com a notícia envolvendo o nome de Eduardo Leite. O político galã que se assumiu gay em um canal aberto, poucos dias após o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, entrou para os assuntos mais comentados do Twitter, garantindo o segundo lugar nos Trending Topics.

O que era motivo de orgulho para muitos e exemplo de atitude, para outros não serviu de referência e se tornou motivo de críticas. Eduardo Leite (PSDB) foi detonado na internet por ter declarado apoio ao presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das Eleições de 2018.

O ex-BBB e político, Jean Wyllys, que também é homossexual relembrou que governador Eduardo Leite, de forma oficial confirmou seu apoio a Jair Messias Bolsonaro há alguns anos atrás: “E qual é mesmo o problema de ser um “gay governador”? O reposicionamento político feito (assumir-se agora e só agora) em função da força do movimento LGBTQ é bacana; mas essa subsequente “limpeza” da identidade em nome do suposto mérito individual é um equívoco”.

Jean Wyllys continuou o longo desabafo sobre Eduardo Leite: “Sim, devemos nos acostumar a ver gays e lésbicas de direita e até de extrema-direita; só não devemos nos esquecer que eles só aparecem e dão as caras quando 1) nós da esquerda conquistamos o direito para eles; 2) quando estão são tirados do armário; 3) ou por marketing eleitoral”.

O vencedor do Big Brother Brasil 5 falou que Eduardo Leite viveu anos no armário e se referiu a Bolsonaro como racista, genocida e homofóbico: “Depois de anos no armário e apoio explícito a um racista homofóbico que se revelou um genocida; após o silêncio diante de todo horror vivido pela comunidade LGBTQ assumida nesse país, no mínimo devemos receber com alguma consciência crítica a saída do armário do governador”.

Mesmo com tantas críticas, o governador Eduardo Leite se defendeu por meio seu perfil no Twitter: “As inúmeras mensagens de carinho e apoio que estou recebendo me deixam absolutamente seguro: o amor vai vencer o ódio! Muito muito muito obrigado a todos!”.

Um dos internautas lamentou o passado de Eduardo Leite na web: “Admiro a atitude governador. Só lamento o apoio ao notório homofóbico Bolsonaro, lá atrás, infelizmente preciso relembrá-lo”. Outro usuário indagou o político: “Parabéns pela coragem, governador. Só queria saber se, ainda hoje, o senhor continua apoiando Bolsonaro, sendo ele o homofóbico que nós infelizmente conhecemos”.

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