Pacto Brutal

Assassina de Daniella Perez chegou a afirmar que mataria atriz novamente: ‘mais mil vezes’

"Ela falou que se pudesse ressuscitava a atriz e matava mais mil vezes", contou uma testemunha

Lucas Cardoso
Repórter do EM OFF

Após 30 anos da morte da atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, o documentário Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez, veio para escancarar de vez todos os detalhes do crime bárbaro que continua chocando e indignando os brasileiros até hoje. No quarto episódio do documentário, uma testemunha conta mais detalhes sobre a frieza de Paula Thomaz, responsável pelo assassinato da atriz junto com o assassino Guilherme de Pádua.

Segundo Ivana Crespaumer, que costumava visitar frequentemente uma conhecida que dividia a cela junto com a assassina, Paula Thomaz teria dito que tentou acordar Daniella à base da porrada, só para que a moça visse Guilherme de Pádua a matando. A assassina também chegou a afirmar que mataria Daniella Perez mais mil vezes se fosse possível.

“Eu tinha uma conhecida que era usuária de droga, e ela não tinha ninguém. Não tinha pai, não tinha mãe, não tinha ninguém mesmo. E eu ia lá [na prisão] visitar ela e levar remédio, com pena porque ela estava grávida, e algumas comidas também. O mesmo presídio onde a assassina Paula Thomaz estava em Niterói, iniciou Ivana Crespaumer.

“Eu esperava ouvir tudo, menos da boca da assassina, que ela tinha ódio da Daniella Perez e ouvir que ela era mimada. Isso tudo dito pela própria assassina Paula Thomaz. Ela estava conversando com outra presa, ela [a colega] perguntava e ela falava tudo. As duas ficaram comentando sobre o crime. Ela falou que primeiro deu uma apunhalada, e ele pegou e fez o resto.

“[…] Ela falou que deu a primeira, que ajudou ele a puxar ela até o mato, e que queriam simular que um fã fanático matou ela. Aí a colega de cela perguntou mais detalhes e ela [assassina] falou: ‘Ah, ela estava desacordada, aquela piranha, filha da p*ta. Eu queria que ela acordasse, eu fiz de tudo pra ela acordar, mas na base da porrada’. A assassina disse que queria que ela visse o assassino [Guilherme de Pádua] matando ela, mas não conseguiu”, contou.

“A colega perguntou se ela se arrependia do que tinha feito, e ela disse que não. Ela falou que se pudesse ressuscitava e matava mais mil vezes. A assassina falava que tinha muita raiva dela [Daniella Perez]. Ela desconfiava que ela tinha um caso com o assassino [Guilherme de Pádua]. E aí ele abriu o jogo, disse que não tinha nada, mas que estava procurando uma forma de se firmar na Rede Globo, e a Daniella não aceitou, e que isso gerou a fúria dele. Ele disse que deveria ter tentado pegar a mãe [Glória Perez], porque a filha era muito ‘metidinha’, muito metida a besta”, concluiu Ivana.