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Bruno Gagliasso posta foto ‘urinando’ na rua e detalhe chama a atenção

Ator Bruno Gagliasso surpreendeu os seguidores com foto urinando, mas na verdade era uma “pegadinha” para lançar o filme

Augusto ViannaRepórter do EM OFF

O ator Bruno Gagliasso foi uma das celebridades do mercado audiovisual com mais êxito desde que deixou a TV Globo para se dedicar a outras produções fora da emissora. Gagliasso integra o elenco do filme “Marighela”, que finalmente chega às telas de cinemas. Ele interpretará o personagem Lúcio, um delegado que tortura, mata e agride pessoas que se opõem ao governo militar. Para promover o longa-metragem, ele simulou urinar em uma parede em local público, já fazendo referência ao papel no filme.

A imagem, no entanto, é uma pegadinha e Bruno Gagliasso escreveu: “Eu sei que você deu zoom na foto. Esse TBT é só para avisar que a partir de primeiro de novembro é possível assistir a Marighella nos cinemas brasileiros”. Para os curiosos de plantão, ele aparece segurando uma mangueira cenográfica que simula a urina. Na publicação, os seguidores brincaram com a situação. “Dei zoom, mas não achei o Marighella”, escreveu um. “Óbvio que demos zoom”, disse outro. 

Bruno Gagliasso revela sabotagem em lançamento

O filme, dirigido pelo ator Wagner Moura, passou por problemas na data de estreia. Antes, a produção nacional seria lançada no dia 4 de novembro. No dia do anúncio, Bruno Gagliasso revelou no Twitter que o longa foi alvo de “todas as tentativas para sabotar a estreia”. Ele, então, escreveu: “Muito feliz em anunciar que, apesar de todas as tentativas para sabotar essa estreia, finalmente Marighella – O Filme, tem data para estrear nas telonas! Em breve, vocês conferem os horários e salas de exibição. Viva o cinema brasileiro!”

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“Marighella – O Filme” foi exibido em primeira mão no Festival de Berlin em 2019 e, desde então, sofreu vários adiamentos no Brasil. Houve um imbróglio com a Ancine (Agência Nacional do Cinema) supostamente motivado por perseguição política. Especulou-se na época de que a censura seria um dos motivos para que a produção fosse adiada. Wagner Moura, então, comentou sobre o assunto ao Correio 24 horas e revelou que questões políticas motivaram o lançamento.

“A relação do atual Governo com a cultura prescinde de maiores comentários. A cultura, assim como a questão ambiental, racial e de igualdade de direitos é alvo preferencial do projeto de destruição bolsonarista. E a maneira escolhida para operar esses aniquilamentos foi muito maquiavélica, porque o IBAMA, a FUNAI, A Fundação Palmares, Ministério do Meio-Ambiente, o Ministério dos Direitos Humanos não foram extintos; mas eles colocaram lá dentro antíteses das naturezas desses órgãos. É uma corrosão interna, muito mais cruel do que a própria extinção. O Ministério da Cultura, eles extinguiram mesmo, mas deixaram lá uma Secretaria ligada ao Turismo, que é mais um órgão anacrônico de vigília ideológica e censura, do que de fomento cultural”, disse ele.

A maior parte das justificativas para a demora da estreia do longa em seu país de origem são de ordem burocrática, mas o próprio diretor do filme, Wagner Moura, bem como o autor do livro que deu base a obra, Mário Magalhães, já falaram em censura. Moura também se pronunciou no dia do Festival em Berlim. “Infelizmente até hoje a gente não conseguiu estrear o filme no Brasil. Isso é muito grave, não só por Marighella, mas acho que todos aqui estão a par que vivemos hoje no Brasil, entre outras coisas, uma situação de censura às artes e à produção cultural”.

Ameaças

Em 2018, quando o filme estava sendo gravado, o diretor e ator Wagner Moura relatou que a equipe chegou a ser alvo de ameaças de direitistas nas redes sociais, que prometiam invadir o set de gravações, o que não ocorreu, de acordo com o ator, graças ao apoio de 15 jovens de uma frente antifascista, que garantiram a segurança da equipe. “O que aconteceu foi bonito. Vieram 15 jovens da frente antifascista para proteger a gente. Esse é o pior e o melhor momento para fazer um filme sobre Marighella”, disse Wagner em entrevista à Folha de S. Paulo.

Marighella, no filme, é interpretado por Seu Jorge. A escolha de Wagner Moura pelo ator não foi à toa. “É porque quero um filme que popularize a história dele e traga um exemplo de resistência, sobretudo para jovens negros”, disse. O diretor, contudo, já teve uma prova, com as ameaças da direita, da reação que sua obra deve gerar. “Estou preparado para ser odiado pela direita e criticado pela esquerda”, disparou Wargner. Além de Bruno Gagliasso, o elenco conta ainda com Adriana Esteves, Herson Capri, Humberto Carrão, Luiz Carlos Vasconcelos e outros.

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