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Pedido de Respeito

Carlinhos Maia sai em defesa de Vyni após ataques homofóbicos

O humorista se manifestou através do Instagram pedindo para os internautas ‘pegarem leve’

Vitor CaiqueRepórter do EM OFF

O humorista Carlinhos Maia usou suas redes sociais para se manifestar sobre alguns assuntos relacionados ao Big Brother Brasil. De férias fora do país, o influenciador deu uma pausa nos “milhares” de stories feitos em momentos de curtição e descontração com os amigos para deixar um recado para os seus 24 milhões de seguidores, apoiando o participante do grupo pipoca Vyni. 

Após diversos ‘hates’ e ataques relacionados a homofobia que o brother recebeu em suas redes sociais, diversas personalidades públicas se manifestaram apoiando a equipe de Vyni que sempre veio a público dizer sobre as agressões que o bacharel está recebendo por meio das redes sociais. Morno no jogo, Vyni nunca demostrou nenhum momento polêmico do BBB22 para diversos internautas atacarem ele dessa forma, se é que atos como esses são justificáveis. 

Fato é que Carlinhos Maia usou sua influência e alcance digital para ajudar o fã da Anitta, que foi cotado como uma das grandes promessas do programa ainda na fase de divulgação dos candidatos. “Nem tô comentando BBB! Mas peguem leve com ele. Da pra ver que tem muito medo nesse olhar. Gente que serve demais tem muitos traumas envolvidos… o medo de não se enquadrar faz a gente virar um personagem de nós mesmos”, escreveu Carlinhos Maia em ‘Storie’ com a foto de Vyni. 

Após a publicação, diversos perfis de fãs do humorista replicaram suas palavras em apoio ao confinado do BBB22 que é residente de Crato, no Ceará e já fazia sucesso na internet com o personagem ‘blogueiro de baixa renda’, mostrando a sua realidade e se divertindo com as situações corriqueiras do dia a dia. Viny atualmente tem mais de 4 milhões de seguidores, além de um fã clube apelidado de ‘lampiões’.

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Vyni relata agressões motivadas por homofobia

Infelizmente, casos e relatos de homofobia no Brasil não são incomuns, dados revelam que o país é um dos que mais matam pessoas LGBTQIA+ no mundo, e mais uma fez esse assunto se tornou pauta dentro do BBB22. Na madrugada da sexta-feira passada (11), o participante do grupo pipoca Vyni revelou para Eliezer que já sofreu agressões físicas por causa de sua orientação sexual. O designer se surpreendeu com o relato do parceiro de jogo e foi aos prantos com as declarações.

Me bateram. Tô contando isso daqui, mas nem o povo lá de casa sabe. Tô falando isso em rede nacional. Aconteceu comigo, mas aconteceu pior com muita gente. Muito pior. Imagina quem não tem uma família para acudir, ou quem é colocado pra fora de casa. Isso só em relação à orientação. Imagine cor, classe econômica“, iniciou Vyni.

Quantos amigos seus, por exemplo, já tiveram que voltar pra casa a pé porque quando chamavam um motorista de aplicativo, eles olhavam pra você e passavam direto? Ou não poder entrar em uma loja porque você não faz o perfil da loja. (…) A gente, às vezes, esquece como é ser amado, ser gostado. Teve uma vez que foram duas. Isso que eu estou contando não foi só uma vez, não”. Eliezer ficou indignado com as revelações do amigo e respondeu com a voz embargada:“Deus!”, chorando logo em seguida com a situação relatada, Vyni pediu para o brother se acalmar que tudo já passou. O relato emocionante viralizou nas redes, fazendo com que a equipe de Vyni se manifestasse nas redes sociais sobre as declarações. 

Os ADMs iniciaram o post dizendo sobre a surpresa do relato do amigo e participando do BBB22: “Olha a sociedade que a gente vive”. Nesta madrugada, Vyni teve uma conversa com Eliezer, contando sobre às vezes em que foi agredido fisicamente pelo simples fato de ser quem é. Nós da equipe, formada em sua grande parte por amigos e familiares, fomos pegos de surpresa e ficamos bastante emocionados com esse relato.

Um cidadão LGBTQIA+ é agredido a cada hora no Brasil, segundo pesquisa realizada em 2020 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), secretarias de Atenção Primária em Saúde e de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), usando como base dados do SUS. Números não podem ser apenas números, e eles não são, principalmente quando essa realidade bate a porta e ameaça você ou alguém que você ama”, introduziram na postagem e continuaram:

“Diante disso, resolvemos vir a público expor a conversa, para que todos entendam: esse tipo de atitude é inadmissível! Seres humanos devem, em sua totalidade, serem respeitados, sendo exatamente quem são. Vyni tem muito orgulho de representar essa comunidade e luta por uma realidade melhor, apesar do medo, pois sabe o valor de usar sua voz por um bem maior. Homofobia e transfobia são crimes punidos pela Lei 7.716/89, bem como pelo Código Penal Brasileiro. Denuncie. Não se cale. A equipe”, finalizaram.