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Não compareceu

Em ação milionária, Dennis DJ é acusado por descumprir show

Dennis DJ é alvo de ação milionária após não comparecer em mega show em Juiz de Fora. Produtora pede R$ 1,36 milhão de indenização

Aline TorresRepórter do EM OFF

A empresa Start Produções protocolou uma ação judicial no dia 29 de junho na qual acusa o músico Dennis DJ de não se apresentar em um mega show para o qual foi contratado e, também, de não ressarcir o valor do cachê pago antecipadamente. A informação foi dada com exclusividade pela colunista Fábia Oliveira do jornal O Dia.

O contrato foi fechado em 2019 por meio da agência Nnew Brasil, que segundo os autos do processo, também é ré na ação. O combinado era que o DJ deveria se apresentar na “Arena Safadão”, em Juiz de Fora, em novembro do ano da assinatura do contrato, mas não compareceu mesmo com o cachê pago.

O momento mais esperado da noite e o grande motivo das pessoas comprarem o ingresso seria a apresentação de Wesley Safadão ao lado do DJ, o principal momento do show. O cachê no valor de R$ 230 mil foi pago de forma antecipada cinco dias antes do show, segundo o que alega a produtora.

A Start ainda afirma que todas as exigências do cantor foram atendidas. Hotel, camarim, van para transporte da equipe, carros executivos, infraestrutura completa, equipamento de hospedagem e transporte particular, por exemplo, foram todos contratados para cumprir o combinado exigido em contrato.

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A produtora ainda afirma que às 22h, horário combinado para o show, Dennis não compareceu porque tinha outros dois shows no Rio de Janeiro, no mesmo dia que deveria estar em Juiz de Fora, segundo a agenda do artista. Um evento era antes e outro após o “Arena Safadão“, o que pode ter inviabilizado a logística de locomoção.

Um dos trechos do processo afirma que por causa desse detalhes, o artista não conseguiria chegar no evento para o qual foi contratado, “Ficando evidente que sua logística de transporte, para comparecimento ao evento da Autora, em Juiz de Fora, foi incapaz de contingenciar o atraso da apresentação do show lá realizado”.

A autora do processo pede que o artista pague a restituição dos valores pagos antecipadamente como o cachê e a diária de alimentação em valores atualizados até julho de 2021, o que seria uma quantia no valor de R$243,8 mil. Também pede indenização por danos materiais emergentes no valor de R$ 342,2 mil, o valor dos lucros cessantes no valor de R$ 200 mil.

Também é pedido danos morais no valor de R$ 250 mil, fora um pedido de pagamento de correção monetária e juros, além de uma retratação pública já que o episódio gerou uma repercussão negativa para o evento de música. A quantia final do processo soma o valor total de R$ 1,36 milhão.

Atualização

A fofoqueira Rainha Matos compartilhou a notícia da ação movida contra Dennis e ele respondeu na postagem: “Toda história tem 3 lados, repito, não dava pra pousar, não ia me matar num desastre de avião, não faria isso por dinheiro algum. Éramos 10 pessoas da equipe, todos com família. O resto falo na justiça. Fiquem na paz”, disse.

Em seguida, a Start Produções respondeu o artista: “toda história tem 3 lados, mas a verdade é única. Por qual motivo você não devolveu o cachê de 232 mil reais que recebeu integralmente? Se estava tão preocupado com sua vida e de sua equipe, porque voou para Campos do Goytacazes logo em seguida com as mesmas condições meteorológicas que estava em Juiz de Fora (não conseguiu pousar lá também)?”

“Só porque lá o evento era seu e você era sócio? (baile do Dennis). Porque se recusou a vir de carro para Juiz de Fora sendo que são só 2:30 do RJ? É uma história mais mal contada do que a outra. Quem tiver alguma dúvida aí pode me chamar no direito que mando todo o processo. Quase 2 anos já se passaram e até hoje não recebemos a devolução. Fora os prejuízos que foram gerados pela ausência do DJ. A justiça será feita em breve”, finalizou.

Atualização 2

A Start Produções emitiu uma nota oficial falando sobre o pronunciamento de Dennis nas redes sociais sobre o assunto. Leia agora o texto na íntegra:

A produtora local do evento Arena Safadão esclarece as versões apresentadas por Dennis DJ na data de 04/08/2021 em suas redes sociais sobre o ocorrido em 23 de novembro de 2019, quando o artista não compareceu ao show contratado, em Juiz de Fora.

No dia 23/11/2019, data do evento, a equipe da produtora manteve contato incessante com a equipe de Dennis Dj, em especial com seu empresário e produtor executivo. Todos os arquivos de mídia, os quais comprovam os esclarecimentos ora veiculados, foram oportunamente apresentados ao órgão judicial competente.

Às 20h05, o produtor executivo de Dennis informou ao produtor técnico da produtora que o show no Rio estava na penúltima música, ainda faltando 50 (cinquenta) minutos para terminar. Portanto, Dennis não estava a caminho de Juiz de Fora às 20h, como alegou, visto que ainda se apresentava no evento “Maratona da Alegria”, promovido pela FM O Dia, no Rio.

O não comparecimento do artista ao evento realizado em Juiz de Fora foi causado pela clara ausência de planejamento e logística de transporte adequados, os quais foram incapazes de contingenciar o atraso da apresentação do show realizado no evento “Maratona da Alegria”.

Tanto é verdade que, em nota, a concessionária do Aeroporto Presidente Itamar Franco (Zona da Mata) informou que o contato entre a empresa de táxi aéreo responsável pelo voo do artista foi realizado às 14h12, fora do horário de funcionamento oficial da rádio da unidade, conforme disposto no Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea.

Nesse sentido, às 19h59, o produtor técnico da realizadora do evento questionou ao produtor executivo de Dennis se havia plano de voo para o Zona da Mata, já que a justificativa apresentada era a de impossibilidade de voo para o Aeroporto Francisco Álvares de Assis (Serrinha), tendo sido informado negativamente pelo produtor do artista, que completou declarando que o “plano A” (e o único) era o aeroporto da Serrinha.

A resposta do produtor do artista não deixa qualquer dúvida sobre a deficiência de planejamento da logística à realização de 03 (três) shows no mesmo dia. Na mesma conversa, minutos antes, o produtor do artista asseverou que, não havendo aeroporto para o pouso, Dennis não faria o show.

Isso porque Dennis, através de sua equipe, deixou clara a opção pela realização do show no evento realizado em Campos dos Goytacazes, onde era previsto maior lucratividade.

Ao informar a impossibilidade de realização do show em Juiz de Fora, caso não fosse possível a via aérea, e ao recusar a via terrestre, colocada à disposição pela produtora em diversas oportunidades, fica claro que não se tratou de “força maior” o real motivo do não comparecimento ao evento, mas, sim, do potencial lucrativo que o evento em Campos apresentava, tornando a escolha pelo show lá realizado irrenunciável por Dennis, mesmo ante todos os esforços para trazê-lo a Juiz de Fora.

Prova disso foi a alteração do destino da tripulação do artista, para Campos, mesmo após a abertura do aeroporto Zona da Mata, pelos esforços da produtora, fora do horário homologado. Para a abertura do aeroporto Zona da Mata, foi deslocado Operador de Estação Aeronáutica, Fiscal de Pátio e equipe de bombeiros para a recepção do voo do artista. O aeroporto permaneceu aberto entre 23h45 de sábado a 01h10, tendo o artista optado por não pousar.

Por óbvio, o evento Arena Safadão não tinha terminado. Dennis optou por não comparecer e não realizar o show contratado, tendo recusado de modo expresso todas as vias alternativas – terrestre e aérea – oferecidas pela produtora mesmo sem possuir qualquer obrigação a tanto.

Acerca da informação ao público sobre o não comparecimento do artista, a produtora apenas divulgou que Dennis estava a caminho de Juiz de Fora, porque, às 22h36, o produtor executivo do artista informou à produção assertivamente: “Estamos indo!”. Em momento algum a produtora foi informada de que Dennis não realizaria o voo. Apenas viria a saber tempos depois, através das mídias sociais do artista.

Por último, esclarecemos que, em momento algum, houve proposta para devolução do cachê, a despeito dos inúmeros contatos realizados para o ressarcimento dos valores integralmente pagos a Dennis cinco dias antes do evento.

Por esses motivos, especialmente pela recusa do artista à devolução dos valores recebidos para o show não realizado, o caso foi submetido à apreciação da justiça, que o julgará considerando todos os fatos e provas apresentados à demonstração de que a produtora não infringiu quaisquer de suas obrigações, tendo pautado sua conduta – antes, durante e após a execução contratual – à luz da boa-fé, transparência, cooperação e lealdade.

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