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Desabafou

Ex-BBB Sol Vega se irrita por cobrança de vacina após morte do marido

Sol Vega reclamou das críticas que recebeu após dizer que o marido não foi vacinado contra a Covid-19

Aline TorresRepórter do EM OFF

A atriz e ex-BBB Sol Vega resolveu fazer uma série de vídeos nos stories do Instagram para falar sobre os ataques que recebeu logo após a morte do marido, Tibério Cavagnini, de 60 anos, vítima de complicações causadas pela Covid-19. A ex-participante do BBB4 afirmou que, pelo fato do marido ter escolhido não tomar a vacina contra o coronavírus, internautas enviaram comentários maldosos.

“Hoje não foi um dia fácil para mim, estou a base de calmantes. Meu marido morreu às 2h45 da manhã, quando foi 10 para as três eu acordei, parecia que uma coisa estava me chamando. O hospital me ligou e percebi, ‘meu marido morreu’. Tive que me comunicar com a família dele, que é da Itália, as filhas, o irmão, conseguimos nos falar, queriam levar o corpo pra lá, mas com a pandemia não dava, ou cremar aqui, mas precisava de algum parente de primeiro grau, temos união estável mas não éramos casados”, começou.

Sol chegou a agradecer as mensagens de pêsames que recebeu de uma parte dos seguidores: “O dia inteiro correndo, agora que parei para ler as mensagens, agradeço de coração”. Logo em seguida, ela começou a falar sobre a outra parte das mensagens que recebeu e afirmou ter sentido nojo das palavras dos internautas:

“Vi comentários que não dão raiva, dão nojo. Ninguém morre porque quer, por opção. Eu tomei a vacina, não sou contra. Desde pequeno a gente se vacina, mas essa foi rápida demais.  Disseram ‘morreu porque quis’, tem gente que tem medo de tomar a vacina e morrer. Vi um monte de gente internada com covid, fazendo hemodialise e intubado com terceira dose”, desabafou.

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Posteriormente, Sol reclamou mais uma vez: “O Instagram é meu e posto o que quero. Gosto de vocês aqui trocando opiniões, mas cada um tem a sua verdade, a sua visão das coisas (…) Eu estou lá comprando caixão, triste para caramba, com meu emocional abalado, e as pessoas colocando carinha de gargalhada. Essa pessoa é um ser humano? Não se coloca no lugar do outro?”, completou.

Tibério tinha 60 anos e decidiu não tomar as doses recomendadas pelo Ministério da Saúde para se proteger do coronavírus. Segundo pesquisa da Secretaria de Saúde de Minas Gerais publicado em janeiro deste ano, a pessoa que não recebe nenhuma dose do imunizante tem o risco 11 vezes maior de morrer pela doença do que uma pessoa que tomou pelo menos duas doses da vacina.

A vacina não impede que as pessoas sejam infectadas, mas reforça a proteção e previne que a pessoa alcance a forma mais grave da doença. É importante que a população tome, além das duas doses, o reforço, que ajuda a proteger ainda mais a imunização. Ao todo, no Brasil, já morreram cerca de 639 mil pessoas por Covid-19 até o fechamento desta matéria.