Ação

Ex de Whindersson, Maria Lina Deggan perde processo contra Erlan Bastos

Influenciadora teve pedido de indenização de R$ 44 mil negado pela Justiça

Danilo Reenlsober
Repórter do EM OFF

A influenciadora Maria Lina Deggan, ex-namorada do humorista Whindersson Nunes, perdeu uma ação que movia contra o jornalista Erlan Bastos. Recentemente, a digital influencer entrou na Justiça contra o apresentador alegando “publicações ofensivas em rede social” e solicitou o pagamento de uma indenização de R$ 44 mil. O pedido, porém, foi negado. Ainda cabe recurso.

De acordo com o texto da decisão, Maria Lina entrou na Justiça contra Erlan Bastos alegando dano moral após o jornalista publicar que a influenciadora estaria em um relacionamento sério com Roosevelt Cortez, seu assessor pessoal. A notícia circulou em setembro do ano passado, logo após a digital influencer terminar seu romance com Whindersson.

Na época, ela se pronunciou por meio de uma nota, negando o romance. “Cabe o esclarecimento sobre a minha relação com Roosevelt Cortez, onde simplesmente tenho como amigo de muitos anos. E que, nestes momentos da minha vida, vem auxiliando, e muito, no lado profissional”, consta de um trecho do comunicado compartilhado por ela nas redes sociais.

No processo que moveu contra o jornalista, Maria Lina chama o suposto romance de “notícia falsa” e pleiteia uma indenização de R$ 44 mil. O juiz responsável pelo caso, no entanto, julgou o pedido improcedente. Segundo ele, a influenciadora é “celebridade, influencer digital, tendo namorado anteriormente o artista Whindersson Nunes” e, por isso, “está sujeita à exposição de sua vida privada”.

“A própria profissão da autora, influencer digital, é marcada pela exposição de sua vida privada. Esse fenômeno ocorre em relação aos famosos de modo geral, quer no esporte, na moda, na televisão, no cinema, quer na política. Por certo, estacadamente é possível que se apure excesso nas publicações midiáticas, mas de modo geral a mesma fama que acarinha, bate; que gera frutos, tira frutos”, reforçou.

Ainda em sua decisão, o juiz ressaltou que o direito à privacidade não foi excedido e que “a condenação pretendida pela autora implicaria, concretamente, censura imprópria, cerceando o exercício da expressão da atividade de comunicação”. Ele encerra o texto reforçando que a “condição da autora [de influenciadora]” permite a “especulação de terceiros sobre sua vida privada”.