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Falido?

Ex-milionário, Eike Batista dá calote em advogados

Três escritórios de advocacia deixaram de representar Eike Batista por falta de pagamento

Aline TorresRepórter do EM OFF

Advogados de três escritórios que representavam o empresário Eike Batista decidiram não dar continuidade aos trabalhos jurídicos por falta de pagamento. Segundo eles, o acerto não é feito há meses. A informação é da coluna de Bela Megale do jornal O Globo.

Segundo a coluna, os advogados estavam preocupados de que o agora ex-milionário não honrasse o compromisso de pagamentos da delação premiada que ele estabeleceu com a Procuradoria da República (PGR) no ano passado.

O valor estipulado a ser pago pelo empresário é de R$ 800 milhões, num prazo de cinco anos. Eike chegou a ser preso e, atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) é quem está cuidando do caso do homem que já foi considerado um dos mais ricos do mundo, já que o processo envolve pessoas que possuem foro privilegiado.

O empresário respondeu ao jornal O Globo através de um novo advogado e disse ter trocado de escritório, porque naquele momento seria melhor estrategicamente para ele. “Por entender que, estrategicamente, era o melhor para a representação de seus interesses”.

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Ao ser questionado sobre os débitos com os outros escritórios advocatícios, o dono do grupo EBX afirmou que pagará na próxima oportunidade, assim como sempre fez: “Quitará oportunamente, como sempre fez até hoje”, disse o advogado Bruno Fernandes.

Eike Batista fez fortuna na exploração de petróleo, gás, mineração, logística, energia, indústria naval e carvão. Em 2012, a fortuna estimada do empresário era de 30 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes. No entanto, após as investigações da Operação Lava Jato tomarem curso, Eike começou a ser investigado.

Ele acabou preso em 2017, tornando-se réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O empresário fez um acordo de delação com o Ministério Público Federal para se livrar da cadeia, e que foi homologado pelo STF em novembro de 2020.

Por causa do acordo, Eike deverá arcar com as consequências legais do processo, mas poderá voltar a empreender no Brasil, inclusive nos projetos que deu início há anos e que o deixaram bilionário. Hoje em dia, apenas duas empresas conseguiram resistir à crise instaurada no império de Eike e é o que ele tenta manter, principalmente.