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EXCLUSIVO Cariúcha fala sobre teste do sofá, rivalidade e segredos do ‘Pânico’

Cariúcha, cantora e ex-repórter do Pânico na Band, abriu o jogo sobre os bastidores do programa

Adriel MarquesRepórter do EM OFF

Cariúcha ganhou fama após participar do concurso Garota da Laje, realizado em 2009 no Rio de Janeiro. Sua entrevista para o Profissão Repórter no Saara mudou a vida da carioca para melhor e abriu portas na televisão. O EM OFF conversou com exclusividade com a cantora e jornalista, que fez várias revelações sobre o passado e carreira.

O bordão “Eu sou toda natural, sou bonita pra caramba”, virou febre entre os brasileiros e, com a repercussão da entrevista, ela se tornou um fenômeno da internet. O meme despertou o interesse do Pânico na Band, extinto humorístico que deu espaço e lançou nomes consagrados na telinha.

Durante a participação no Pânico na Band, Cariúcha não atuou somente como repórter. Sua passagem na atração de humor colocou a carioca nos holofotes assumindo o lugar de Sabrina Sato durante um tempo, ao lado de Emilio Surita na bancada e do restante do elenco.

Sabrina Sato, Nicole Bahls, Juju Salimeni, Carioca, Marcos Chiesa (Bola), Wellington Muniz (Ceará), Rodrigo Scarpa (Vesgo), Evandro Santo (Christian Pior), Gui Santana, Carlinhos da Silva (Mendigo), Edu Sterblitch e Babi Rossi foram alguns nomes conhecidos que passaram pelo programa.

Cariúcha não foi classificada para a final do Garota da Laje, entretanto, foi eleita pelo Brasil como a queridinha da competição. O prêmio era um carro e na entrevista com Caco Barcelos aproveitou para disparar: “É tudo marmelada, é tudo cotada já. São escolhidinhas, tudo cotada mas que faça bom aproveito (sic) com esse carro usado porque o meu zero (risos)”.

Caco Barcelos e Cariúcha se reencontraram após 12 anos e a entrevista para o Profissão Repórter foi ao ar nesta terça-feira (22). Anitta, que também fez uma das primeiras aparições no programa da Globo, também participou relembrando o passado e inicio da carreira.

EM OFF: Você imaginava fazer tanto sucesso como Garota da Laje?
Cariúcha:
“Não. Eu não imaginava que iria fazer tanto sucesso, eu não ganhei o Garota da Laje e não cheguei nem nas finais. O povo acabou me elegendo e o dono do concurso também me elegeu, então a voz do povo é a voz de Deus (risos)”.

EO: Sua participação no Profissão Repórter esta semana fez bastante sucesso. Como foi relembrar o momento que te abriu portas?
C:
“Foi muito bacana a participação e relembrar, assim que eu abri a porta e vi o Caco [Barcelos] eu me emocionei. Porque passou um filme da minha vida, né? Eu até me emociono quando vejo. Passa um filme da minha vida porque eu já passei por momentos muitos difíceis, eu morava na favela, na periferia e hoje graças a Deus estou morando na Barra [da Tijuca]. Eu já passei muita necessidade, fome, mesmo estando no Concurso Garota da Laje há 11 anos atrás morava na favela ainda. Eu era bem pobre, passou um filme de como a minha vida mudou graças a Deus”.

EO: Como surgiu o convite para fazer parte do elenco do Pânico na Band?
C:
“Eu sempre quis ser famosa, ter o meu espaço e comecei a frequentar festa de famosos. Em uma das festas de penetra que eu fui conheci o Léo Dias, era a festa da Ludmilla e me apaixonei por ele. Dei em cima dele a noite toda, pegamos amizade e ele me chamou para ir na festa dele, na porta estava o elenco do Pânico. Eu olhei pro Pânico ali e falei: ‘Gente, é o meu momento, meu sonho!’, era meu sonho estar em um programa de televisão e principalmente de humor. Então eu me joguei e o Christian Pior e a Paula Ayala me reconheceram”.

Falaram que eu era o meme e começaram a me entrevistar, que eu era boa nisso. Eu ia ser repórter do TV Fama (RedeTV!), falaram que não deu, puxaram meu tapete e não deram continuidade no meu contrato. Christian Pior [Evandro Santo] pediu pra eu mostrar meu talento e se eu era uma boa comunicadora e vi ali uma oportunidade. O Emilio [Surita] viu, o diretor viu, o Evandro deu apoio e o Léo Dias também falando que eu roubei a cena do aniversário dele e assim fui chamada para ser repórter do Pânico“.

EO: É verdade que existia o teste do sofá para fazer parte do programa?
C:
“Sobre o teste do sofá que tanto falam, eu não sei disso. Nunca presenciei menina nenhuma fazendo e nunca vi nada. Agora vou falar sobre mim, nunca fiz o teste mas vou te falar, se eu precisasse fazer para ser repórter e apresentadora do Pânico eu faria. Sabe por que? Já dei tanto de graça por um copo de cerveja e Guaravita né? Ali só tinha homem gostoso, então uniria o útil ao agradável. Eu gosto de dar então nem [dou] confiança”.

EO: Existia alguém do elenco que você não tinha contato por algum motivo?
C:
Eu não tinha muito contato com o elenco masculino. Com as Panicats, as gays eu tinha muito contato. Com os homens héteros era só no dia da gravação, comigo nunca rolou briga“.

EO: Como era o clima nos bastidores?
C:
“O clima na minha frente era tudo muito bacana, não tinha rivalidade. Eu gostava muito das meninas, ficava admirando o corpo delas, ela são muito bonitas. Só que existiam pessoas lá dentro, não por parte das meninas, falo dos meninos e apresentadores, que eu estava roubando o espaço deles. O Mendigo até falou ao vivo: ‘Nossa, três matérias da Cariúcha, deve estar dando pra quem aqui?’. Eu estava incomodando os meninos, as meninas graças a Deus não, são lindas e maravilhosa com o talento delas”.

EO: O programa Pânico vai voltar. Se te convidassem novamente, você aceitaria?
C:
“Estou sabendo por vocês, pela imprensa e mídia que o programa está voltando. O Pânico fez parte da minha vida, só que depende do cachê e contrato porque estou com projetos com grande produtores musicais e vai depender da proposta que eles me fizerem”.

EO: Já sofreu algum tipo de preconceito por ser uma mulher negra e periférica?
C:
Sim, a vida toda sofrendo preconceito. Principalmente quando saía da minha comunidade, ali todo mundo é preto e periférico, ninguém sofre preconceito. Quando fui morar na Barra e na Zona Sul que eu fui ver que a minha cor da pele incomodava muita gente. Por exemplo, até dois anos atrás eu morava em um condomínio da Barra da Tijuca que o porteiro me colocou para entrar no elevador de serviço. Ele falou que as empregadas das patroas precisavam ir naquele elevador e eu disse: ‘Não, eu sou moradora’. Ele perguntou : ‘Como assim, você é moradora?’, eu disse que era moradora e proprietária do apartamento“.

Principalmente em lojas bacanas que eu frequento, sou perseguida, a última foi que eu saí da loja e pedi nota fiscal. Mamãe me orientou desde criança pra sair da loja com nota fiscal e com as mãos a vista, sempre. Quando eu entrei para o Pânico, sendo mais conhecida amenizou e chego broncuda, empino o nariz e sou a Cariúcha e acabou“.

EO: Você recentemente lançou uma música com Inês Brasil, Karsou e MC Naninha. Pretende continuar investindo na carreira de cantora?
C:
“Foi maravilhoso! Tenho mais músicas pra lançar. O meu padrinho é o DJ Batata, produtor musical e empresário da Jojo Todynho. Virão muitos feats. com artistas estourados. Quem sabe com meu padrinho não vem um feat. com a Jojo? Vou soltar ainda muita música e clipe bacana”.

EO: Deixe uma mensagem especial para os fãs e seguidores.
C:
“Queria agradecer o carinho de vocês. Amo muito vocês, de verdade, do fundo do coração! Vocês com a ajuda de Deus mudaram a minha vida, minha história e continuem acompanhando a neguinha de vocês. Vem muito trabalho bacana!”.

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