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Gloria Groove revela primeiro cachê como drag queen

Cantora lançou “Leilão”, terceiro single do seu segundo álbum de estúdio

Paulo Henrique LimaRepórter do EM OFF

Gloria Groove segue promovendo “Lady Leste”, seu segundo álbum de estúdio. Após lançar “Bonekinha” e “A Queda”, ambas sucesso nas plataformas digitais de música e vídeo, a cantora apresentou ao público “Leilão”. O terceiro single da nova era da artista promete uma série de conceitos sobre temas atuais ou importantes, como por exemplo, o cancelamento e a ostentação.

Na quarta-feira (27), a artista fez o seu debut na parada Billbord Global Exc. U.S, que reúne as 200 musicas mais populares em todo o globo, com “A Queda”. A segunda ´música do álbum aborda a cultura do cancelamento nas redes sociais. A estreia da brasileira numa das mais importantes referências do mercado fonográfico foi na posição 171º. O resultado é o primeiro trabalho solo da artista listado pela revista internacional.

Em conversa com jornalistas, nesta quarta-feira (26), Gloria Groove revelou que seu início na carreira artística não foi nada fácil. A artista recebeu R$ 150 para se apresentar em um pole dance de uma boate, em São Paulo. Hoje com “Leilão”, a drag queen espera superar novos recordes e passar a mensagem através da sua arte. O álbum “Lady Leste” ainda segue sem data de lançamento.

“Leilão me lembra muito da época da artista que eu queria ser lá atrás quando eu via Nicki Minaj, Erykah Badu, a própria Iggy Azalea. Essa Gloria humana do rap não morrerá jamais, eu acho que é a raiz de tudo. Eu agradeço muito a Deus por ter me dado sacada de fazer “O Proceder” (2017) primeiro, era muito jovem e não tinha como entender o impacto que viria depois”, afirma.

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Encarada com rap por muitos fãs, Gloria Groove fez questão de deixar claro que sua nova música, lançada na quinta-feira (25), se trata de pop. Ela explica: “Leilão é pop, se eu fiz, é pop. Eu espero muita jogação, é uma música tipo aula de dança em que todo mundo fica dançando, a galera do hip hop fica quebrando”.

Durante o lançamento, a cantora também falou sobre empresas que já tentaram se aproveitar da sua influência para lucrar com a comunidade LGBTQUIA+. A intérprete de “Bonekinha” recusou cachês generosos, pois acredita que as grandes empresas precisam se conscientizar sobre as questões sociais antes de mesmo de qualquer crise institucional seja iniciada.

“Um coisa que fosse posicionada de uma forma completamente escrota, homofóbica ou qualquer outra problemática acerca de outra minoria, não. Eu entendi na hora que estavam querendo me contratar para poder passar um paninho. Esse não foi para que essa indústria entenda que a gente não tá aqui pra ficar abaixando as calças. Não é só sacudir o saquinho de dinheiro na minha cara que eu vou sair correndo”.

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