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Fraude

Gui Pagnoncelli usa documentos falsos em processo contra plano de saúde

Resultado de perícia revelou que os documentos apresentados por Gui Pagnoncelli são falsos.

Aline TorresRepórter do EM OFF

Uma perícia técnica avaliou os laudos médicos apresentados pelo influenciador Gui Pagnoncelli para confirmar que estava fazendo tratamento contra um câncer raro. O parecer final mostrou que os documentos, no entanto, são falsos. Gui é acusado de fazer vaquinhas online e arrecadar verba para combater a doença, mas usar o dinheiro para outras finalidades.

O influenciador está sendo investigado por estelionato desde maio desse ano após internautas procurarem a polícia para tentar esclarecer alguns fatos discrepantes que Pagnoncelli mostrava nas redes sociais, envolvendo a doença e as doações que ele estava recebendo dos fãs.

O resultado da perícia mostra que os documentos apresentados pelo influenciador de forma digital (PDFs), foram forjados, incluindo laudos de cinco médicos, até mesmo a assinatura da médica oncologista dele, Dra. Andrea Lopes. Carimbos e assinaturas foram colados nas páginas para parecer verídico.

Em um dos trechos do resultado pericial, a conclusão diz que em um dos documentos apresentados por Pagnocelli “há suspeitas de que o documento fora digitalizado sem a assinatura a qual teria sido obtida noutro documento original”.

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A polícia aprendeu o laptop de Pagnoncelli parar averiguar mais provas de que ele estava falsificando os laudos e acabou encontrando um arquivo contendo os documentos falsos. O influenciador apresentou os documentos para tentar vencer um processo movido contra o seu plano de saúde, o Hap Vida.

Entenda

A Justiça de Alagoas tornou o influenciador digital Gui Pagnoncelli réu pelo crime de estelionato no dia 3 de maio. A denúncia foi ofertada pelo Ministério Público e corre em segredo de justiça, mas o EM OFF teve acesso com exclusividade a trechos do documento. O influencer também está sendo investigado por falsificação de laudos médicos.

A Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) da Polícia Civil de Alagoas iniciou uma investigação em 2020, após denúncia de fraude praticadas pelo influenciador. Além de ter se tornado réu, ao menos dois médicos questionam informações repassadas à Justiça por Gui Pagnoncelli. No documento, consta um relatório médico cuja “emissão é desconhecida do médico supostamente subscritor”.

O documento ainda aponta que “o agravado [Gui Pagnoncelli] faz uso de efetivos meios escusos, em tentativa de ludibriar o juízo , para obter o deferimento de medida liminar em seu favor, sendo capaz, até mesmo, de forjar relatórios médicos para supostamente comprovar uma necessidade e um direito que não existem”.

O caso envolvendo Gilson Wagner da Silva (mais conhecido como Gui Pagnoncelli) teve início quando o jovem foi diagnosticado com um câncer raro no estômago. O influencer criou uma vaquinha online para que pudesse fazer exames nos Estados Unidos e, em menos de 24 horas, ultrapassou a meta, arrecadando mais do que seu pedido inicial, que era de R$ 50 mil.

Em 2019, ele postou vídeos nos stories nos quais alegava estar perdendo a luta para o câncer e, segundo denúncias de usuários, chegou a reutilizar fotos antigas de procedimentos e internações. Ele abriu, no total, cinco vaquinhas online e arrecadou mais de R$ 300 mil, valor que seria utilizado para fazer a cirurgia contra o câncer. O procedimento, no entanto, nunca foi realizado.

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