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Criticou mídia

Humorista da Globo aponta racismo e detona matérias dos veículos da emissora

Paulo Vieira criticou a mídia por racismo religioso após repercussão do caso Lázaro Barbosa de Souza

Aline TorresRepórter do EM OFF

O humorista Paulo Vieira fez um desabafo nas redes sociais sobre racismo religioso nas mídias. Em um vídeo, o famoso criticou a atuação de veículos do grupo Globo, do qual já foi contratado, afirmando que reportagens exibidas têm relacionado crimes a religiões de origens africanas.

O ator começou a falar sobre o caso de Lázaro Barbosa de Souza, serial killer que tem espalhado terror no estado de Goiás. Na casa do criminoso, foram encontrados altares que remetem a uma seita supostamente de caráter satânico. Paulo diz que a mídia está transmitindo a notícia como se o assassino fizesse parte de alguma religião de matriz africana.

O apresentador diz em um dos trechos do vídeo que o mesmo não acontece quando uma bíblia é encontrada na casa de um suspeito de crimes: “Tem tanto assassino aí e ninguém diz ‘nossa, encontraram uma bíblia na casa dele’. Qual a associação? É dificil”, desabafou.

Em outro trecho, o humorista desabafa sobre matéria feita sobre os tempos do Império e que chamou essa época de “tempos áureos”. Historicamente falando, na época do Império, a escravidão ainda fazia parte do cotidiano brasileiro.

“Não adianta a mídia posar de amiga da pauta e fazer esse tipo de coisa. Esses dias eu vi uma matéria que era sobre o Brasil império, nossa, pura síndrome massangana, que é saudade dos tempos do império, dos tempos de escravidão. purinho”, relatou Paulo Vieira.

A Lei Áurea, ou Lei da Abolição da Escravatura, só foi assinada em 13 de maio de 1888. O ator não citou em palavras nenhuma emissora, mas marcou a TV Globo, o portal G1 e o jornal O Globo, todos do conglomerado do Grupo Globo.

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