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Jogador Robinho pode ser preso a qualquer momento após estupro

Jogador brasileiro foi condenado em última instância pela Justiça italiana

Paulo Henrique LimaRepórter do EM OFF

Terminou na manhã desta quarta-feira (19), por volta das 11h (horário de Brasília), o julgamento de Robinho e Ricardo Falco na Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana. O jogador e seu amigo foram condenados a nove anos de prisão por violência sexual de grupo cometida contra uma mulher estrangeira em uma boate em Milão, em 2013. A decisão é definitiva e não cabe mais recurso.

De acordo com informações do UOL, a defesa do jogador brasileiro e seu amigo apresentaram um último recurso, mas a Justiça do país europeu rejeitou e confirmou a condenação dos dois. A ordem é que a execução da pena seja cumprida de forma imediata. Os condenados ainda não se pronunciaram sobre a sentença do jurídico equivalente ao Supremo Tribunal Federal no Brasil.

Atualmente, Robinho e Falco estão no Brasil, o que dificulta o cumprimento da pena em caráter imediato. De acordo com a constituição de 1988, é proibida a extradição de brasileiros. Além disso, a aplicação de uma condenação imposta pela Justiça italiana em território nacional, não está prevista. No entanto, a dupla de amigos ainda pode ser presa caso deixe o Brasil.

Segundo o GE, caso a Itália emita um pedido internacional de prisão contra os condenados brasileiros, eles poderão ser presos em qualquer país da União Europeia. No entanto, ainda não existe qualquer sinal de movimentação para a emissão do pedido internacional. Robinho e Ricardo Falco não foram localizados.

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Em declaração à imprensa internacional, Jacopo Gnocchi, advogado da vítima, falou sobre a decisão em última instância. O defensor também fez um apelo a Justiça brasileira para que seja feito o cumprimento da pena. “Mais de 15 juízes analisaram o caso em primeira, segunda e terceira instância e confirmaram o relato da minha cliente. Agora é preciso ver como será o cumprimento dessa pena, o Brasil é um grande país e espero que saiba lidar com essa situação”.

Em entrevista ao UOL Esporte em outubro de 2020, Robinho se declarou inocente, mas confirmou ter mantido uma aproximação com a mulher que o acusa de violência sexual. “Uma garota se aproximou de mim, a gente começou a ter contato com consentimento dela e meu também. Ficamos ali poucos minutos. A gente se tocou. Depois fui embora para casa”, explicou o jogador.

O atleta, entretanto, negou que tenha tido contato íntimo com a mulher e diz que o seu “maior erro foi trair a esposa”. “Não teve relação sexual, penetração, nada disso. Meus amigos contaram no outro dia que, com consentimento da garota, ficaram com ela, se relacionaram sexualmente porque ela quis, E que eles saíram daquela discoteca junto com a mesma garota e foram para outra. Foi o que eles me falaram”.

Segundo a denúncia apresentada na Justiça italiana, outros quatro brasileiros teriam participado da violência sexual contra a mulher. Eles, no entanto, não foram formalmente acusados, apenas citados durante o julgamento. A defesa dos condenados afirmaram que a relação foi consensual.

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