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Após tragédia

Lei Marília Mendonça é aprovada para prevenir acidentes aéreos

A lei foi criada para que exista a prevenção de acidentes aéreos

Nayara VieiraRepórter do EM OFF

Nesta terça-feira (30) a Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou projeto de lei 4.009/2021 batizado com o nome de Marília Mendonça. Após o acidente em que morreu a cantora e mais quatro pessoas no dia 5 de novembro, a lei foi criada pelo senador Telmário Mota (Pros-RR) para que exista a prevenção de acidentes aéreos através da sinalização de linhas aéreas de transmissão de energia elétrica.

No trágico acidente, a aeronave em que a cantora estava bateu em cabos da Companhia Energética de Minas Gerais, quando ela estava indo em direção ao município de Caratinga para realizar um show para centenas de pessoas. Além de Marília, o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor da artista Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Medeiros e o copiloto Tarciso Viana.

Como a lei foi aceita pela senadora Kátia Abreu (Progressistas-TO), agora ela seguirá para a Câmara dos Deputados. “Fiquei muito triste com sua morte. Eu e toda a minha família, em especial meu filho Iratã, que mora em Goiânia e é um fã ardoroso de Marília Mendonça e até com certa proximidade. O acidente foi uma fatalidade? Sem dúvida. Mas uma fatalidade que poderia ter sido evitada. Essa lei que votamos aqui pode evitar novos choques de aeronaves”, declarou a senadora.

Laudo aponta motivo da morte de Marília Mendonça

No dia 25 de novembro, a Polícia Civil divulgou o motivo da morte da cantora Marília Mendonça. Segundo o laudo médico apresentado, a sertaneja morreu vítima de politraumatismo contuso. Isso significa que o óbito foi causado por mais de uma lesão com impacto grave.

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“Todos os exames vieram negativos para outros fatores que pudessem ter contribuído para a morte”, afirmou o médico legista Thales Bitencourt. “Nenhum consumo de substância, nenhum tipo de intoxicação que pudesse contribuir com os óbitos”, confirmou o chefe de superintendência.

O delegado de Minas Gerais, Ivan Sales, afirmou que os laudos descartam uma doença pré-existente do piloto do avião, sendo assim, ele estava em bom estado de saúde e capaz de pilotar a aeronave.“Podemos induzir que a aeronave não tinha nenhum problema, mas isso só vamos ter certeza com o laudo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre a aeronave”, completa.