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Luiza Brunet revela divergência religiosa e promete não se casar na igreja

Por meio de palestras no Brasil e no mundo, a empresária falou sobre o apoio e voz que vem dando as mulheres que sofrem violência

Bruno PintoRepórter do EM OFF

Luiza Brunet está desempenhando um papel muito importante na sociedade. A empresária, que acabou de chegar de uma passagem pela Europa, onde palestrou em países como Alemanha, França e Inglaterra, para falar sobre violência doméstica e direitos da mulher, revelou o motivo pelo qual descartou se casar em uma igreja e a partir de quando essa decisão foi tomada.

Em entrevista ao jornal Extra, a mãe de Yasmin Brunet contou que, quando se casou pela primeira vez, a fala do padre a despertou algo que leva até hoje: “Meu primeiro casamento aconteceu quando eu tinha 16 anos, e ele (o engenheiro Gumercindo Brunet), 28. Durante o nosso curso de noivos, o padre disse que a mulher tinha que ser submissa ao homem, ficar à disposição dele. E eu decidi que não ia mais me casar na igreja”.

A modelo disse que, mesmo sendo muito jovem e com pouco conhecimento de vida e estudos, nunca dependeu de ninguém para conquistar os seus objetivos: “Não sou mulher de obedecer a esse tipo de regra. Eu era uma menina do subúrbio, com pouco estudo, mas já sabia o que queria. Sempre fui independente, sempre trabalhei, sempre fui provedora, sempre busquei os direitos que eu entendia serem meus”.

Ao ser questionada sobre o ativismo, ela respondeu que sua dedicação a causa teve início depois de ter sido violentada fisicamente por Lírio Parisotto, seu ex, em 2016. “Sim, foi quando eu decidi dedicar 100% do meu tempo a essas causas. Minha denúncia teve uma repercussão muito grande, minha voz foi amplificada, desmitificando que mulheres bem-sucedidas ou independentes financeiramente não são agredidas. Todas nós, em algum momento da vida, somos acometidas por algum tipo de violência, seja patrimonial, sexual, verbal, física, psicológica”.

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A empresária disse que durante esse tempo, ajudou muitas mulheres a ganharem voz e coragem: “Eu já era embaixadora do Instituto Avon e conhecia a história de mulheres que sofriam relacionamentos abusivos. Fui corajosa ao denunciar meu agressor. Hoje, sou uma ativista importante. Tenho falado para mulheres no Brasil e no mundo inteiro. Eu as escuto e apoio. Uso minhas redes sociais para fortalecê-las, para colocá-las em contato com promotores de Justiça, advogados, médicos, cirurgiões plásticos… Dou o suporte de que elas necessitam da maneira que posso”.

Durante as palestras que faz pelo Brasil e pelo mundo a fora, a atriz revelou histórias extremamente dramáticas: “Conheço situações constrangedoras de mulheres imigrantes que vivem em cárcere privado fora do Brasil, de quem os maridos tiram o passaporte e os filhos. Há muitas situações de violência física, feminicídios. Elas são feridas por armas, facas, canivetes. O meu entendimento é que a violência doméstica é a violação mais democrática do mundo. Não escolhe cor, raça, religião, status, idade… A Rússia é o país que mais fere mulheres no planeta; o Brasil é o quinto. Eu fico imaginando os outros”.

Luiza descreve a violência física como a “ponta do iceberg”. Porém, antes disso acontecer, sofreu outros abusos quando ainda era bem jovem: “Eu morei no subúrbio do Rio, pegava ônibus e trem. Então, cansei de ser encoxada, de ver os caras se masturbando e me perseguindo, quando adolescente. Antes, com 13, sofri uma violência sexual que só fui revelar anos depois, porque tinha vergonha, achava que ninguém acreditaria se eu contasse. Eu sou vítima de vários tipos de violência, várias mulheres passam pelo mesmo. Falo para que elas entendam que a Luiza Brunet, famosa, símbolo, também sofreu. A gente não pode ser só estatística, ficar na invisibilidade. Só 10% das mulheres denunciam. E as outras 90%, como ficam?”.

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