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EXCLUSIVO MC Mirella é processada em R$ 700 mil por influencer

Gabriela Rocha acusou a funkeira de aliciamento de menores de idade em 2019

Erlan BastosColunista do EM OFF

A influenciadora digital Gabriela Rocha, que em 2019 acusa a funkeira MC Mirella de aliciar menores de idade, entrou com um processo por danos morais contra a famosa. No documento, ao qual a coluna Erlan Bastos EM OFF teve acesso com exclusividade, ela pede uma indenização de R$ 700 mil à cantora já que teria sofrido com a situação e ficado “perturbada” com a abordagem.

Segundo o texto do processo, em novembro de 2017 a funkeira entrou em contato com Gabriela, ainda menor de idade na época, por meio das redes sociais, e ofereceu o valor de R$ 2 mil, além de passagem de ida e volta e despesas pagas, para que a vítima saísse com um “amigo”. Diante a recusa da jovem, Mirella teria insistido, dizendo que ela poderia levar uma amiga para não se sentir sozinha.

Após as novas recusas da influenciadora, Mirella então teria insistido mais, dizendo que o tempo passaria rápido e que a jovem poderia dizer para o namorado que iria fazer fotos e presença vip em um evento. A funkeira teria, ainda segundo a denúncia da vítima, oferecido uma quantia ainda maior para que a jovem saísse com o homem em troca de dinheiro: “Nem por R$ 5 mil?“.

Na época com 16 anos, a vítima ficou com medo de denunciar a funkeira, já que “se tratava de figura pública reconhecida nacionalmente e influente“. A jovem disse ainda que ficou “intimamente perturbada com toda a situação, por julgar os atos como imorais e criminosos” e que o fato lhe gerou “insegurança e medo de que algo poderia lhe acontecer“.

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A divulgação da conversa ocorreu só um ano e meio depois do ocorrido, em abril de 2019. A acusação contra MC Mirella, atualmente, é objeto de investigação no Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima de Crimes), de Foz do Iguaçu, cidade onde vive Gabriela. O departamento é vinculado à Polícia Civil e as investigações correm em segredo de justiça.

Danos morais

No documento, Gabriela diz que “os prejuízos geram danos até os dias de hoje“, já que muitos veículos de comunicação continuam relembrando a história e que ela teve seu nome atribuído ao fato quando ainda era menor de idade. A repercussão negativa, segundo o texto, afastou a jovem até dos estudos, fazendo com que ela largasse a faculdade.

A jovem afirma ainda que até mesmo sua família foi prejudicada e que, inclusive, a mãe precisou passar por atendimento médico após a divulgação das conversas que ela manteve com a funkeira. “Portanto, diante dos fatos relatados, cabível e necessária a reparação dos danos sofridos pela Autora [vítima] pelo ocorrido“, dizem os advogados no documento.

Na época, logo após a acusação de aliciamento, MC Mirella se pronunciou e disse que a afirmação era um “absurdo”. “Estou achando um absurdo! Sustento mais de 10 famílias. Trabalho e ralo muito. A pessoa que fez isso não tem noção. Você tem pais e eu também tenho pais. Você pensou neles? Sabe como eles estão? Minha avó que é uma senhora de idade me ligou desesperada porque viu a notícia na televisão“, declarou, em um vídeo publicado nas redes sociais.

Você não mexeu só comigo. Você mexeu com minha família, comigo e com mais de dez milhões de fãs meus. E você mexeu com meu caráter e não se mexe com o caráter de uma mulher“, ressaltou a funkeira na gravação. “Estou muito brava. Eu não tenho nada contra quem faz esse tipo de coisa que você me acusou, não julgo a vida de ninguém. Esse quebra-cabeça está muito confuso e quem começou vai ter que terminar“.

Mirella também é vítima

Já em maio desse ano, MC Mirella foi intimada e ouvida na condição de testemunha e vítima em uma investigação da polícia federal em andamento na 1ª Vara da Justiça Federal de Sorocaba (SP), contra uma quadrilha de exploração sexual, com envolvimento até da modelo Nubia Oliiver. A história ganhou repercussão nacional depois que o Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma reportagem sobre o caso.

Em entrevista à revista Quem, na ocasião, a advogada de MC Mirella, Adélia Soares, esclareceu que a funkeira “já contribuiu com seu testemunho, e várias outras pessoas também vítimas da quadrilha foram ouvidas“. A polícia investiga Wissam Nassar, um empresário dono de um dos maiores shoppings do Paraguai, supostamente responsável por explorar sexualmente menores de idade, agenciadas por Rodrigo Otávio Cotait a pedido dele. A abordagem era feita em redes sociais.

A funkeira foi investigada pelo Ministério Público Federal, porém, foi descoberto que ela também foi vítima da quadrilha quando era adolescente. O próprio Rodrigo admite, nas comunicações interceptadas pela polícia, ter aliciado a cantora quando ela tinha 16 anos. A famosa admitiu ter sido explorada pela quadrilha. (Colaborou Danilo Reenlsober)

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