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Orochi se defende e diz que acompanhante pediu tapas

Rapper usou as redes sociais para se defender de acusação de agressão nesta quarta-feira e disse que está sendo extorquido

Danilo ReenlsoberRepórter do EM OFF

O rapper Orochi usou as redes sociais na madrugada desta quarta-feira (01) para se defender da acusação de agressão à uma acompanhante de luxo do Rio de Janeiro. Em uma série de stories postados no seu perfil no Instagram, o cantor disse que está sendo extorquido e que não praticou atos sexuais sem o consentimento da suposta vítima. A defesa da acompanhante rebateu as falas do artista.

Ontem, o EM OFF publicou com exclusividade a denúncia de uma acompanhante de luxo que teria sido agredida por Orochi com tapas durante um programa em agosto desse ano, em uma casa noturna localizada no bairro Recreio dos Bandeirantes, no Rio. A jovem ressaltou em seu depoimento à polícia que teve de ser afastada do trabalho devido as supostas agressões físicas.

O rapper usou as redes sociais para se defender da acusação. “Vou ser bem direto aqui que tão rolando umas fofocas com meu nome aí na internet. Eu não vou mais ficar sendo extorquido. Seguinte: teve um dia que eu fui pro Paris com os amigos, me relacionei com uma mulher que tava lá trabalhando no dia, a gente subiu pro quarto, a gente teve uma relação normal, coisa leve“, garantiu o famoso.

A mulher deixou e pediu inclusive para eu dar uns tapas na bunda dela, no consentimento, na tranquilidade, e até então tava tudo tranquilo“, reforçou Orochi. “E aí, depois de alguns dias, a mulher entrou em contato com o meu assessor, pedindo dinheiro por ter ficado com marcas na bunda e dizendo que, supostamente, a casa não ia permitir que ela trabalhasse por motivos estéticos. Até aqui não tinha nenhum psiquiatra na história, não tinha nenhum ‘dano no útero’ não tinha nada disso“.

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Em seguida, Orochi publicou um print do que seria uma conversa entre a acompanhante e seu assessor por meio do Whatsapp. Na troca de mensagens, a jovem diz que ficou “toda marcada” e que não poderia atender porque tinha que estar “toda lisinha”.

Ela começou pedindo R$ 5 mil, depois pediu 10, 15, 20, 30, 40, 50, depois já tava com advogado me pedindo R$ 300 mil, alegando que ela tinha sido afastada do trabalho dela por motivo psiquiátricos e dizendo que eu machuquei o útero dela no ato“, continuou o rapper em seu relato. Logo depois, ele mostrou um novo print, dessa vez, que seria da defesa da acompanhante.

Na mensagem, são expostos exames e laudos ginecológicos e psquiátricos que comprovariam as supostas agressões. O print mostra uma proposta de R$ 300 mil feita pela defesa para sanar as perdas da suposta vítima (como afastamento, perda de lucros, gastos médicos, medicamentos e procedimentos médicos), tudo sob uma “cláusula de confindencialidade”.

O advogado falou que se eu fizesse o pagamento dos R$ 300 mil a história morria e resolveria a situação. Vocês tirem as próprias conclusões de vocês“, pediu o famoso ainda por meio do vídeo postado nos stories. “Esse é um assunto sério, e existem milhares de vítimas que, de fato, sofrem com essa porr*, então quando você banaliza o bagulho, você tá prejudicando as reais vítimas“, finalizou Orochi.

Advogado rebateu

Procurada pela reportagem do EM OFF, a defesa da acompanhante de luxo rebateu as falas do rapper. O advogado Felipe Munhoz ressaltou que a jovem foi vítima de uma violência durante um atendimento e que o próprio artista admitiu o fato, chamando de “coisas leves e consentidas”. “Existem provas das lesões sofridas, feitas por um médico legista, em um exame de corpo de delito“, afirmou.

Ainda segundo a defesa, a acompanhante ficou impossibilitada de trabalhar por 60 dias e necessitou de acompanhamento médico multidisciplinar. “Qualquer pessoa que sofra uma violência, sofra um dano, e, consequentemente, fique impossibilitada de trabalhar, tem o direito de buscar o causador da violência para reparar o dano, o nome disso é responsabilidade civil, prevista no código civil“, disse Munhoz.

O advogado negou que Orochi esteja sendo alvo de extorsão e que ele está tentando descredibilizar a vítima. “Obviamente o artista vai utilizar dos meios que puder pra descredibilizar a vítima, assim como sempre é feito em casos semelhantes. Ele apresenta partes de uma conversa como prova para acusar a vítima de extorsão. Independente do viés ideológico, as provas são irrefutáveis quanto ao dano que ela sofreu, e o artista admite que os causou, mediante suposto consentimento“.

Sobre o pedido de R$ 300 mil em indenização, a defesa afirma que o valor está de acordo com os ganhos da vítima no período no qual ela deixou de trabalhar, junto de multa e juros. “A minha cliente comprova para o artista o seu faturamento, bem como o tamanho do prejuízo financeiro que teve, baseado nesses cálculos foi apresentado um prejuízo e solicitado a reparação. Estamos em 2021, e até hoje algumas pessoas insistem com essa prática do agressor culpar a vitima pelo resultado de um ato violento é terrível“.