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TRETA

Processo que envolve mãe de Gabriel Medina contra nora é julgado

Segundo o juiz responsável pela causa, tudo não passou de um mero conflito familiar

Danilo ReenlsoberRepórter do EM OFF

A Justiça julgou improcedente o processo aberto por Simone Medina, mãe do surfista Gabriel Medina, contra a nora, Bruna, esposa de seu filho Felipe Medina, por danos morais. Segundo o juiz responsável pela causa, tudo não passou de um mero conflito familiar e que isso nada tem a ver com o poder judiciário. A sentença foi dada na segunda-feira (26).

Em abril, Bruna Bordini, casada com Felipe Medina, irmão do surfista Gabriel Medina, afirmou em seu Instagram que foi expulsa com o marido e a filha da casa que vivia com os sogros em Maresias, no Litoral Norte de São Paulo. Ela disse também que precisou mudar de cidade após o ocorrido pois estava sendo “atormentada” por familiares.

Ao contar o motivo da expulsão, Bruna afirmou que, ao não aceitar uma proposta de trabalho por não querer deixar a filha com outra pessoa, foi tachada de folgada: “Isso foi inadmissível e gerou a expulsão. Fui taxada de folgada, que não queria trabalhar. Hoje trabalho em casa, do celular e ainda consigo cuidar da minha filha“, relatou.

A cunhada de Gabriel Medina finalizou sem dizer quem eram as pessoas envolvidas na polêmica e pediu para que elas reflitam sobre o mal que estão fazendo: “Espero que vocês reflitam todo o mal que estão fazendo e se escondendo atrás de uma farsa, de uma personagem do bem. O tempo nunca mais voltar e a confiança não será a mesma“.

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Insatisfeita com as declarações, Simone processou a nora. A decisão judicial foi tornada pública pelo colunista Leo Dias, do portal Metrópole, que teve acesso a trechos da sentença. “Pela análise das provas produzidas, evidencia-se que não houve lesão aos direitos da personalidade da autora, uma vez que não foram proferidas ofensas em seu desfavor pela requerida, sendo que sequer o nome da autora fora mencionado“, diz um trecho do texto.

Ainda segundo a decisão, a fala de Bruna deve ser entendida como liberdade de expressão. “(…) Circunscrevendo-se a sua fala em típica manifestação do pensamento livre em sociedade democrática, inexistindo danos morais capazes de ensejar uma condenação, não tendo, o descontentamento manifestado pela requerida na rede social, ultrapassado os parâmetros da razoabilidade”, escreveu.

No processo aberto por Simone contra a nora por danos morais, além do pagamento da indenização, a mãe de Gabriel Medina pedia também que Bruna fosse condenada a promover retratação pública, em sua rede social. No documento, ela pede que a esposa do filho esclareça que jamais foi expulsa da residência em que morava, e que a publicação não era verdadeira, o que também foi negado pelo magistrado.

De igual modo, no que tange ao pedido de retratação, uma vez que as publicações já foram excluídas e datam de meses atrás, é certo que eventual retratação só reavivaria e daria maior, tardia e inoportuna publicidade às postagens debatidas nesta ação, razões pelas quais também deixo de acolher tal pedido”, disse o juiz, que ainda fixou que Simone pague os honorários dos advogados de defesa da influenciadora digital no valor de R$ 2 mil.

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