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Ratinho defende ditadura e Suplicy pede prisão do apresentador

Vereador de São Paulo defende a prisão do apresentador após fala sobre volta da Ditadura no Brasil

Aline TorresRepórter do EM OFF

Em seu próprio programa, Ratinho fez declarações a favor da volta da Ditadura Militar no Brasil de acordo com o sistema que acontece atualmente em Singapura, que na visão dele, melhoraria a situação do Brasil.

Suplicy (PT) afirmou que a fala de Ratinho merece “punição semelhante” à do deputado federal Daniel Silveira (PSL-SP), preso anteontem por pregar a substituição dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e defender o AI-5, que intensificou a repressão da ditadura militar no Brasil em 1968:

“Por suas declarações em favor da ditadura militar, Ratinho está a merecer punição semelhante à do deputado Daniel Silveira. Por 11 a 0 o STF decidiu que ele deve estar preso”, publicou o ex-senador e ex-deputado federal nas redes sociais, lembrando que os ministros do STF decidiram por unanimidade manter a prisão de Silveira.

Em seu programa “Turma do Ratinho” na rádio Massa FM, o apresentador ainda levantou alguns pontos de vistas que se sente incomodado, como casos de aplicação de vacinas vazias e também sobre armamento e guerra ao tráfico, além do funcionalismo público.

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“Eu sei que o que vou falar aqui pode até chocar, mas está na hora de fazer igual fez em Singapura. Entrou um general, consertou o país e, um ano depois, fez eleições. Mas primeiro consertou, chamou todos denunciados e disse: ‘vocês têm 24 horas para deixar o país ou serão fuzilados’. Limpou Singapura”, disse.

Ratinho estava se referindo ao regime ditatorial de Lee Kuan Yew que conseguiu transformar Singapura em uma potência em 30 anos como primeiro-ministro. No entanto, o ditador controla a liberdade indivual dos moradores do país asiático com duras penas.

Por exemplo, aqueles que são descobertos como homossexuais, são condenados a pena de morte e para outros crimes, existe a chibatada como punição.

O apresentador também defendeu a “limpeza” de moradores de rua, considerando os atos do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani:

“Ele pesquisou do que o povo tinha medo e era dos mendigos batendo nas portas. Ele limpou os mendigos da cidade. Do que as pessoas tinham medo? Morador de rua. Ele tirou todos os moradores de rua e deu um lugar para os caras se virarem. Ele limpou tudo e a imprensa ficou a favor dele. Aqui, se mexer com morador de rua, a imprensa cai em cima do político. Ele começou nos pequenos e chegou no maior”.

Mas o método é criticado por não considerar outros fatores, como a melhoria de renda dos jovens da região, por exemplo, e por contribuir por um aumento na população carcerária dos Estados Unidos. A intervenção militar defendida na fala do apresentador é inconstitucional, segundo a Constituição Federal Brasileira, que foi promulgada após 21 anos de ditadura militar no Brasil.