Fechar
Que treta!

Segundo ativista, Neymar ofereceu suborno para abafar caso de homofobia

Agripino disse me depoimento que está recebendo ameaças de morte e teve que se mudar por conta disso

Aline TorresRepórter do EM OFF

O ativista Agripino Magalhães prestou depoimento nessa quarta-feira (10) na 15ª DP em São Paulo após denunciar Neymar para o Ministério Público sob alegação de que sofreu ameaças de morte e oferecimento de suborno por parte de pessoas ligadas ao jogador para que desistisse do caso de homofobia.

De acordo com a cópia do Termo de Declarações obtido pelo UOL, onde consta os principais pontos levantados no depoimento de Agripino, ele relata ameaças de morte roubo de seu aparelho celular, tentativa de suborno no valor de R$350 mil para que ele retirasse a denúncia e recebimento de mensagens de ódio nas redes sociais.

Segundo trecho do documento registrado, “Alega o declarante que recebeu telefonema de um indivíduo que se identificou como sendo ‘Laranjo’, mandando que apagasse todas as postagens sobre o áudio e que desistisse da representação contra o Neymar, pois era pessoa influente e conhecido da promotora de Justiça da cidade de Tupã, e chegou a lhe oferecer o valor de R$ 350 mil, o que o declarante não aceitou”.

Agripino é suplente de deputado estadual pelo PSB e ativista dos direitos LGBTQ+, ele ainda afirmou que precisou mudar de localidade para manter sua integridade física, por chegar a ser perseguido e abordado por dois indivíduos que roubaram seu celular. A assessoria de Neymar não se pronunciou sobre o caso ao ser procurada.

Entenda

Agripino entrou com ação contra Neymar após o então padrasto dele, Tiago Ramos machucar a mão por supostamente ter desferido golpes em uma mesa de vidro. O jogador teria chamado Tiago de “viadinho” e “aquele dá o cu do caralho” em uma conversa com amigos no site de lives para jogos online, Twitch. Um amigo do craque chegou a falar sobre fazer justiça com as próprias mãos, “vamos matar, enfiar um cabo de vassoura no cu dele”, afirmou.

Agripino, ao receber a notícia da conversa de Neymar, denunciou o jogador, pedindo a prisão preventiva dele, assim como a apreensão de seu passaporte e uma indenização de R$ 2 milhões, que pretendia doar a ONGs que atendem o público LGBTQ+. Na época, o Ministério Público não aceitou a denúncia e acabou arquivando o caso.

No entanto, por ter feito a denúncia, o ativista passou a receber ameaças e acabou denunciando Neymar novamente e os donos dos perfis que estavam enviando as mensagens de ódio. Dessa vez a polícia aceitou a denúncia e abriu inquérito para investigação do caso.

Neymar na esquerda e Agripino na direita (Reproduçao Instagram)

Tem alguma foto? print? vídeo? ou áudio de alguma fofoca? envie um e-mail para contato@portalemoff.com.br sua identidade será mantida no mais absoluto sigilo