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R.I.P.

Sérgio Mamberti, do ‘Castelo Rá-Tim-Bum’, morre aos 82 anos

Ele era conhecido como Dr. Victor do sucesso da TV Cultura "Castelo Rá-Tim-Bum"

Aline TorresRepórter do EM OFF

O ator Sérgio Mamberti morreu na madrugada desta sexta-feira (03) em São Paulo, aos 82 anos. Ele estava internado em um hospital particular da rede Prevent Sênior para tratar de uma infecção nos pulmões e intubado desde o último sábado (28). Ele não resistiu a uma falência múltipla dos órgãos e teve a morte confirmada pelo filho, Carlos Mamberti.

Ainda esse ano, mais precisamente em julho, Sérgio foi internado para tratar de uma pneumonia e chegou a passar pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas depois de 15 dias, recebeu alta hospitalar e se recuperava bem em casa. Em outra internação, o motivo foi uma disfunção renal, mas também recebeu alta.

Sérgio deixa três filhos, o produtor Carlos Mamberti, Duda Mamberti e o diretor de TV, Fabrízio Mamberti. Ele era irmão do também falecido ator Cláudio Mamberti. Natural de Santos, no litoral paulista, nasceu em 1939 e ao longo de sua vida, a paixão pela TV, teatro e cinema foi notória. Interpretou personagens que marcaram gerações.

Os mais marcantes foram o Dr. Victor, do programa infantil da TV Cultura, “Castelo Rá-Tim-Bum”, sucesso na década de 1990, o mordomo Eugênio da novela “Vale Tudo”, de 1989 e o mais recente, o vilão Dionísio, em “Flor do Caribe”, de 2013. Ele também atuou como artista plástico e participou da política brasileira no governo Lula.

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Carreira

Formado em Artes Cênicas na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, Estreou no teatro em 1963, na peça “Antígone América”, dirigido pelo diretor Antônio Abujamra. Na década de 1970, começou a atuar com o irmão Cláudio ao lado de grandes estrelas da dramaturgia como Regina Duarte, Paulo José e Beatriz Segall.

EM 1981, ele estreou na TV Globo, na novela “Brilhante”, de Gilberto Braga, interpretando Galego. Na televisão, foram mais de 40 novelas. A última foi “Sol Nascente“, em 2016, em que ele interpretou Dom Manfredo. Ele atuou em “3%“, série de 2017 do serviço de streaming, Netflix e ainda no sitcom do Multishow, “Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores“.

Recentemente, ele lançou uma autobiografia, “Sérgio Mamberti: Senhor do Meu Tempo“, em que revelou ser bissexual e falou sobre dois grandes amores de sua vida, Vivian Mahr, com quem foi casado entre 1964 a 1980 e Ednardo Toquarto, com quem viveu uma relação de 37 anos, até a morte do companheiro em 2019.

“Sei que nunca vou me recuperar dessas duas perdas, mas a vida exige coragem e esperança para seguir em frente”, disse na época do lançamento do livro. Na publicação, ele ainda conta como conseguiu se aprimorar em cinco idiomas diferentes. Fernanda Montenegro assinou o prólogo e Gilberto Gil escreveu a orelha da obra.

Sérgio ainda arriscou na carreira política. Durante o governo do presidente Lula, ele ocupou cargos dentro do Ministério da Cultura. Trabalhou também como Secretário de Música e Artes Cênicas, Presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes) e também Secretário de Políticas Culturais. Ele era filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores) e sempre defendeu seus ideais políticos, sendo inclusive participante do movimento “Lula Livre”.

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