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O mundo gira

Vilã do Big Brother Brasil larga carreira de atriz e vira fisioculturista

Com 30 anos na época em que entrou na casa mais vigiada do Brasil, Aline deixou tudo no passado e hoje se dedica a vida no ramo do fisiculturismo

Augusto ViannaRepórter do EM OFF

Quem  acompanhou a décima quarta edição do Big Brother Brasil, “adotou” Aline Dahlen como a grande vilã da edição. A gaúcha entrou na casa para causar mesmo. Em uma das festas, ela protagonizou um briga feia com o participante Marcelo. Voou bebida para todos os lados e os ânimos precisaram ser contidos. Com 30 anos na época em que entrou na casa mais vigiada do Brasil, Aline deixou tudo no passado e hoje se dedica a vida no ramo do fisiculturismo. 

Em entrevista ao portal EM OFF, ela comentou sobre a nova forma de viver. “Eu sempre frequentei academia. Desde quando não era moda. De uns tempos para cá eu comecei a ouvir a mesma pergunta com frequência: ‘você compete?’. Daí comecei a pensar nessa ideia. Um amigo personal trainer me incentivou, falou que eu deveria tentar. Mas deixei quieto. Fui de férias para Dubai (após passar quase 8 meses em lockdown treinando somente com elástico e garrafas de água) e vi que teria um campeonato por lá”, disse ela.

Sobre a participação em campeonatos, ela não revelou à ninguém que havia se inscrito. “Me inscrevi e não contei pra ninguém. Quando cheguei ao ensaio vi que no total eram 300 atletas competindo. Me assustei! Ai, ai… desistir não estava nos planos, então fui com frio na barriga mesmo. Saí vitoriosa. Minha primeira competição e já tirei o primeiro lugar! De volta à Londres (onde moro atualmente) comecei a procurar outro campeonato para participar”, ressaltou Aline. 

“Eu já acompanhava o WBFF [World Beaty Fitness & Fashion] e seus atletas pelas redes sociais. Sempre admirei o respeito com que os criadores do evento conduzem as competições. Tudo muito glamuroso e sério. Paul Dillet foi um grande fisiculturista canadense (campeão mundial Arnold e Olimpia) e quando se retirou dos palcos, criou o WBFF. Nesta federação, os atletas são atletas de verdade. Músculos verdadeiros, construídos na academia. Bem como deve ser. Bundas de gel e lipoaspiração não são bem-vindas”, continuou a ex-bbb.

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Aline Dahlen se consagrou profissionalmente no último final de semana. “Sábado passado, dia 6, foi minha estreia no WBFF e ganhei primeiro lugar no campeonato europeu. Agora sou oficialmente uma atleta profissional e vou competir no mundial em Las Vegas ano que vem, no WBFF WORLDS – onde todos os campeões se reúnem e se enfrentam”, revelou a mais nova atleta. Sobre largar a carreira de atriz, ela disse: “Larguei, pra cuidar da mãe doente com câncer. Mas se me chamarem eu volto… mas morando fora, acho difícil.

Sobre a participação, ela diz que a passagem pelo BBB rendeu alguns frutos, principalmente, por ter sido a grande vilã do programa. “Do BBB herdei alguns fãs queridos e boas lembranças. O resto deixei para trás. Os vilões são sempre lembrados. E eu fui uma ‘vilã do bem’: cheia de opinião e sempre defendendo as mulheres. Abri caminho para uma nova geração de participantes de reality shows, onde opinião e informação são agora bem vistos. A graça não é só fazer graça, é ter o que dizer!”.

“Acabei não aproveitando as oportunidades pós-BBB porque minha mãe ficou muito doente. Ela ficou um ano internada no hospital antes de morrer. Eu não queria saber de mídia, só queria saber de cuidar dela. Eu apresentava um programa na Rede Pampa, afiliada da Rede TV no sul e abandonei  para me dedicar à minha mãe. Não me arrependo. Tivemos um ano de muito sofrimento junto, mas também de muito amor. Depois que ela me deixou, me mudei pra Londres,” desabafou Aline. 

“Dedico essa vitória à ela. Antes de subir no palco pensei forte nela… e acho que mamãe me iluminou. Estou muito feliz como bodybuilder e agora vou colher todos os frutos que essa nova carreira me trará!”, finalizou. O Big Brother não foi, no entanto, uma das melhores experiências na carreira. Pelo menos foi isso que Aline disse em entrevista ao Ego, em 2015.

Se arrependimento matasse eu já estaria morta, enterrada e putrefata, mas me sinto mesmo é enterrada viva. Eu digo que a pior coisa que aconteceu em toda a minha vida foi ter aceitado participar do BBB. Eu tinha uma vida bacana antes do programa: era atriz de comercias, atriz de novelas (já fiz novela inteira, já fiz participações), fazia teatro e escrevia minhas coisas (site de cinema gaúcho, contos, crônicas, peças, livro)”.

“Tinha um namorado legal, uma vida tranquila e uma carreira em andamento.  O programa simplesmente acabou com a minha imagem, me usou, esculhambou, depois descartou, sem pensar nas consequências. Não faço mais comerciais, pois agora sou a malvada do BBB, e não trabalho como atriz, pois acham que sou mais uma louca pela fama”, desabafou ela na época.

Vale lembrar que Aline Dahlen cursou teatro antes do confinamento e fez até uns trabalhos na TV Globo. Acusada de querer seguir na profissão para aproveitar a fama, ela rebateu ao Ego. “Não quero ser atriz, sou atriz! Escrevi minha primeira peça aos 10 anos, me profissionalizei com 15, estudei na CAL, cursei Tablado, sou artista, não autista! Não vivo na ilusão, tinha uma vida bacana e hoje vou ter de voltar para Porto Alegre pois não aguento mais explorar a minha mãe”, pontuou.

“Minha mãe, aliás, que estava com câncer durante o programa e eu nunca explorei isso. Seus cabelos ainda não nasceram por causa do tratamento e ela mudou a cor da peruca para não ser reconhecida nas ruas como mãe de ex-BBB“, relatou. Dona Leni, mãe de Aline, também desabafou: “Este programa foi uma infelicidade nas nossas vidas. Tivemos somente o ônus, sem nenhum bônus.”

Reprodução

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