Volta por cima!

Zezé Motta revela que já foi esnobada por grandes marcas por ser negra

A atriz fez um desabafo nas redes sociais nesta segunda-feira (4).

Lucas Cardoso
Repórter do EM OFF

A atriz e cantora Zezé Motta usou as redes sociais nesta segunda-feira (4) para compartilhar com o público as dificuldades que enfrentou durante sua carreira no meio artístico. Com mais de 60 anos de carreira, Zezé revelou que, durante a maior parte de sua carreira, foi esnobada por grandes marcas de beleza simplesmente por ser uma mulher negra, e se mostrou extremamente grata por estrelar a segunda propaganda da carreira aos 78 anos de idade.

Na publicação em questão, Zezé declarou: “Estou no estúdio gravando uma campanha para uma marca de beleza. Uma campanha grande, para uma linha de produto internacional. Depois de idosa me descobriram como garota-propaganda. Quando jovem lembro que só fiz comercial 1 única vez, e nem foi ao ar….

Em outra publicação, a artista também revelou que as marcas achavam que seus produtos ficariam encalhados se usassem uma mulher negra nas propagandas. Achavam que pelo fato de eu ser negra, o produto ficaria encalhado, não venderia. Vê se podem? Graças a Deus as coisas estão melhorando, a passos lentos, mas estão…”, declarou ela.

Em poucas horas, Zezé recebeu uma enxurrada de mensagens de apoio do público. No Twitter, a artista compartilhou o seguinte comentário: “O lado bom disso é que graças aos céus estão valorizando também as belezas maduras. Antigamente só aparecia depois dos 30 quando era pra falar de antirugas ou tinturas que cobriam bem fios brancos. Agora tem de maquiagem e de uma infinidade de produtos. Tá devagar mas tá indo”.

Anteriormente, Zezé Motta já havia feito um apelo aos jovens que batalham pelos direitos de igualdade no país. Segundo ela, a melhor forma de se fazer isso é com classe, respeito e inteligência, coisa que nem sempre é visto nos noticiários e redes sociais. “Quando você chega a uma certa idade, tipo eu, você fica com tanto cansaço de entrar em discussões, de discordar e brigar, que prefere ficar quietinha sentada na plateia para acompanhar o “circo” ou o “show de horrores”, iniciou ela.

“Acho válida toda e qualquer discussão para melhorias, mudanças positivas… Mas meu povo, com classe, respeito, inteligência… Coisas que hoje em dia estão em total extinção. Só vejo agressividade, intolerância, desrespeito… E por aí vai! […] Nos anos 70, 80, 90, até pouco tempo atrás mesmo, ia para palanques, pra imprensa, denunciava, brigava, discutia… Hoje, na idade que estou, deixo isso para os mais jovens, essa turma nova empoderada que me enche de orgulho e esperança”, concluiu.