ExclusivoPantanal: Aline Borges conta como será chegada de Zuleica na fazenda de Tenório

Atriz que dá vida a personagem Zuleica, refletiu ainda, sobre a importância de trazer a pauta do racismo para debate em horário nobre

Jean Telles
Repórter do EM OFF

A atriz Aline Borges, que dá vida a Zuleica em “Pantanal”, tem uma gama de personagens inesquecíveis em seu currículo de mais de 27 anos de carreira. Em “Pantanal”, não tem sido diferente. Desde que sua personagem chegou na trama das 21h da Rede Globo, tem chamado a atenção de muitos telespectadores nas redes sociais, suas características independentes e empoderadas, muito destacadas em sua relação com seu companheiro Tenório (Murilo Benício). 

Em entrevista exclusiva ao Portal EM OFF, a atriz Aline Borges falou sobre sua personagem, dando alguns detalhes da mudança de personalidade de Zuleica, ao desembarcar na fazenda de Tenório no “Pantanal”. A artista destacou ainda, a importância de se debater o racismo na trama de Bruno Luperi. 

Ao comentar como descreveria sua personagem, Aline Borges destacou as características de integridade e amor incondicional aos seus três filhos: “Uma mulher que eu adoraria ter por perto, ser amiga!! Zuleica é íntegra, tem empatia, personalidade e ama incondicionalmente os filhos! Me representa!”, enalteceu ela. 

Aline Borges ainda deu alguns detalhes sobre a mudança de sua personagem, após chegar até o Pantanal. Segundo a atriz, algumas cenas já foram gravadas no Mato Grosso do Sul e as demais ainda estão em produção, agora no Estúdios Globo, no Rio de Janeiro: 

“É uma mudança muito grande na vida dessa mulher, que até chegar no Pantanal, tinha seu trabalho, sua autonomia, tudo que ela conquistou a duras penas. No Pantanal, Zuleica perde um pouco sua identidade, ela se perde porque coloca a felicidade dos filhos e da família a frente de tudo. Mas isso terá um preço bem alto”, iniciou dizendo a atriz. 

Outra dúvida que paira em boa parte dos fãs efusivos da novela das 21h da Rede Globo, é como será o grande encontro entre Maria Bruaca (Isabel Teixeira) e a Zuleica. Isso porque, muitos telespectadores conjecturam sobre como se dará a relação das duas. Ao responder sobre o tema, Aline Borges declarou que não gosta de pensar em sua personagem com estereótipo de “mocinha”, “vilã”, ou algum tipo de antagonista de Maria Bruaca: 

“Acho incrível quando saímos desse estereótipo. Vilã, mocinha… afinal, ninguém é uma coisa só! Não sei como o público vai encarar, mas, Zuleica é humana, vai errar um bocado, buscando acertar. O que eu acho lindo ressaltar é a empatia que ela demonstra pela Maria. Ela ser uma defensora dos direitos da Mary Bru”, declarou Aline Borges, referenciando um apelido carinhoso, dado pelos telespectadores do folhetim das 21h, para Maria Bruaca. 

É sabido que o folhetim de sucesso da Globo, trará para o debate público, a temática do racismo como principal motivo para Tenório não assumir sua segunda família, Aline Borges destacou a importância de se debater a problemática, em um país em que infelizmente o tema segue vivo e pujante: 

“Num país racista como o que vivemos, acho mais do que necessário, é uma obrigação trazer pautas raciais pro horário nobre. Um dever social que fomenta a discussão e reflexão de algo que precisa ser exterminado. O Racismo é o câncer da nossa sociedade. Não avançamos enquanto humanidade, senão entendermos a importância de desconstruí-lo no dia a dia. A cada 23 minutos um jovem preto é assassinado no Brasil! Parece piada?? Mas não é!!”, declarou a atriz. 

Aline Borges destacou também, a importância de gravar as cenas diretamente do “Pantanal” e relembrou momento de perrengue que enfrentou durante voo até o local: “Gravar no Pantanal foi um dos maiores presentes que tive ao longo dos meus 27 anos de profissão. Da pra escrever um livro sobre todas as curas internas que a gente acessa, em contato com aquele Bioma gigantesco. Profunda gratidão”, começou dizendo. 

Logo em seguida, Aline Borges relembrou ataque de pânico que sofreu na aeronave que levava até o local: “Na ida pra lá, no meu primeiro voo, tive que pedir pra descer da aeronave, tive uma crise de pânico bizarra, que me deu falta de ar, parecia que eu ia morrer… Passa um filme na cabeça, mas tive que lidar com meus próprios medos! Isso me potencializou num lugar indescritível… Isso é o Pantanal!!!”, descreveu ela.