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Astrid Fontenelle enaltece Giovanna Ewbank e faz desabafo ao relembrar racismo contra filho

Durante o "Encontro" desta segunda-feira (01), a apresentadora se mostrou revoltada com o episódio ocorrido com a filha da atriz

Bruno Pinto
Repórter do EM OFF

Se tem um assunto que vem dando o que falar, sem dúvidas, é o caso de racismo sofrido por Titi, filha de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso. Diversos vídeos da atriz partindo pra cima da mulher que agrediu a criança com ofensas estão circulando nas redes sociais e causando revolta em muita gente, dentre elas Astrid Fontenelle, que além de enaltecer a atitude de Giovanna, fez um desabafo ao lembrar de um caso idêntico envolvendo seu filho.

Na manhã desta segunda-feira (01), a apresentadora do canal GNT participou do “Encontro” e não poupou palavras para descrever sua indignação diante do caso: “Eu acho que se a Giovanna fosse preta, no mínimo, ele seria levada junta. O racismo é tão maléfico é tão enraizado em nossa sociedade, que até quando acontece com uma mulher branca, como já aconteceu comigo, com o meu filho, mais de uma vez, eu cheguei a ser taxada de ‘mimizenta'”.

Ao relembrar das vezes que precisou agir como a mulher de Bruno Gagliasso, Astrid contou que muitas pessoas tentaram minimizar o racismo e revelou sua fúria e atitude em meio a situação: “Já chegaram a falar na minha cara que eu estava dando ‘showzinho’ por ser famosa, que era coisa da minha cabeça, que eu estava maluca… Isso tudo eu ouvi da última vez, cara a cara, e eu tive uma reação muito parecida com a da Giovanna, ou seja, eu queria partir pra cima”.

De acordo com a apresentadora, o assunto a deixa fora de si: “Eu adoraria ser uma líder pacifista, mas o racismo me impede, sendo uma coisa que, hoje em dia, me faz sair do sério e me desequilibra completamente, porque é algo inaceitável. Eu, sem dúvida nenhuma, agiria como a Giovanna e gostaria de ter um companheiro que reagisse como o Bruno [Gagliasso], pois eles fizeram a dupla perfeita”.

Por fim Astrid Fontenelle contou que, caso a mãe fosse negra, a Polícia certamente teria uma atitude diferente com relação ao comportamento de Ewbank : “A Giovanna foi a leoa e o Bruno foi o racional ao chamar a Polícia, que agiu com rigor. da lei, que é igual aqui no Brasil e em Portugal. Mas, infelizmente eu sei que, se Giovanna fosse um a mulher preta, ela, no mínimo, teria sido levada junta presa”.

Em um outro momento, Astrid revelou que Gabriel, seu filho adotivo de 14 anos, que também já passou por episódios de racismo, fez uma carta a Bless e Titi após o caso: “Eu me emociono muito também porque o Gabriel, no sábado, assim que viu o que tinha acontecido, ele virou pra mim e disse: ‘Mamãe, eu posso escrever uma carta para a Titi e para o Bless?’. Eu falei que poderia, claro. Vale destacar que ele tem apenas 14 anos… Quando mandei para o Bruno [Gagliasso]. A carta, segundo o próprio Bruno, foi o momento em que ele realmente chorou”.