TV

Band quer dar ‘olé’ na Globo e assumir transmissão do Carnaval de São Paulo

O acordo entre a emissora paulista e a Liga das Escolas de Samba valeria já para os desfiles de 2023

Danilo Reenlsober
Repórter do EM OFF

A Band cresceu os olhos para um dos principais eventos populares do Brasil: o Carnaval. Uma das festas mais adoradas pelos brasileiros e atração procurada por milhares de turistas todos os anos, o Carnaval de São Paulo, realizado no Sambódromo do Anhembi, pode deixar a Globo e passar a ser transmitido pela emissora de Johnny Saad, já a partir do ano que vem.

De acordo com o colunista Flávio Ricco, do portal R7, representes da Liga das Escolas de Samba de São Paulo se reuniram com a direção da Band na semana passada. Segundo o jornalista, o assunto foi tratado numa conversa que durou três horas. Foi debatida a implantação de um novo modelo de negócio, que poderá culminar com a transmissão dos desfiles das escolas de samba paulistanas, os dois grupos principais.

O acordo valeria já para os desfiles de 2023. Tanto a emissora quanto a Liga das Escolas de Samba têm interesse no acordo. Por parte da Band, seria uma conquista significava para a cobertura do Carnaval que tradicionalmente realiza e para a grade como um todo. Já por parte da Liga, o evento ganharia transmissão em rede nacional e não só para a capital paulista, como a Globo faz.

Assim, as duas partes querem fechar a questão o mais rapidamente possível. Ainda segundo o colunista, as conversas então bem alinhadas e o assunto já está bastante adiantado. Procurado pela coluna, o diretor da Band, Antonio Zimmerle, que é um dos principais articuladores da possível parceria, não quis se manifestar. A Globo transmite o Carnaval de São Paulo desde a década de 1970.

Vale lembrar que a Band já “tirou” outro importante evento da Globo recentemente: a Fórmula 1. A emissora assumiu os direitos de transmissão do evento esportivo no Brasil em 2021 e voltou a transmitir o Mundial depois de um intervalo de 41 anos. Nesse período, o campeonato esteve nas mãos da rival, que abriu mão dos direitos ao fim de 2020, optando pela não renovação de contrato.