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‘Canal Livre’ reestreia na Band e termina em confusão ao vivo

Willace de Souza comanda a nova versão do polêmico "Canal Livre"

Danilo ReenlsoberRepórter do EM OFF

Estreou na tarde desta segunda-feira (23), na Band Amazonas, o Sinal Livre, nova versão do antigo Canal Livre, polêmico jornalístico apresentado por Wallace Souza. Comandado agora por Willace Souza, filho mais novo do antigo apresentador, a atração popular começou com uma briga generalizada entre convidados e integrantes do elenco.

Logo no início do programa, Willace Souza falou sobre o programa e relembrou a história do pai. “Aqui eu carrego um legado de justiça, a volta desse programa significa acima de tudo justiça. Nós queremos reconstruir uma história de dar voz e vez às pessoas“, disse o apresentador. Em seguida, ele chamou ao palco os tios Carlos e Fausto Souza.

Ao lado de Wallace, Carlos e Fausto também apresentaram o antigo Canal Livre. Juntos, os três eram chamados de “Irmãos Coragem” pelo público amazonense, já que cobravam políticos e pediam mais segurança ao povo do Estado. Com a fama, logo veio o interesse político. Wallace foi eleito deputado estadual com cerca de 50 mil votos e se reelegeu duas vezes, em 2002 e 2006.

Na estreia, o Sinal Livre recebeu o cantor Nunes Filho como atração especial. No entanto, durante sua apresentação musical, uma briga generalizada tomou conta do palco. Um dos convidados presentes trocou socos com o Galerito, mascote do programa, assustando a equipe do jornalístico. “Pegou todo mundo de surpresa“, disse um dos produtores a Willace.

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A briga, no entanto, foi uma espécie de homenagem a um momento muito famoso do Canal Livre. Em 2016, Gil da Esfirra, convidado da atração, discutiu e saiu no tapa com o mesmo boneco. Na época, galerito costumava xingar os convidados de Wallace, num momento mais bem-humorado do programa. Um dia, no entanto, Gil se irritou e resolveu enfrentar o mascote.

Polêmico

O Canal Livre foi um dos programas de maior sucesso da tevê amazonense e batia recordes de audiência em Manaus. No entanto, a atração virou assunto de polícia quando Wallace Souza foi acusado de mandar matar desafetos políticos e enviar a equipe de reportagem ao local dos assassinatos. Assim, o programa chegava antes mesmo da polícia.

O apresentador e político foi investigado pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de drogas, ameaça a testemunhas e porte ilegal de armas, no entanto, ele morreu em 2010, sem nunca ser julgado. Seu filho, Raphael Souza foi condenado pela morte de um homem envolvido com o tráfico em Manaus. No mês passado, Fausto de Souza Neto e Carlos Alberto Cavalcante de Souza foram absolvidos pelo crime de associação para o tráfico de drogas.

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