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PEGOU MAL!

CNN faz debate sobre desigualdades sociais somente com brancos e é detonada

O programa de William Waak na CNN foi alvo de críticas nas redes sociais após escalar pessoas brancas para falar sobre desigualdade social

Jean TellesRepórter do EM OFF

A CNN Brasil foi alvo de críticas recentemente após ter promovido um debate em seu canal de notícias sobre desigualdades sociais. O programa “WW’ do apresentador William Waak exibido nesse domingo (24), recebeu como convidados o economista Marcos Lisboa, o professor universitário Simão Silber e o pesquisador Samuel Pessoa, todos brancos. 

Nas redes sociais, internautas ironizaram o programa jornalístico da CNN destacando que faltou diversidade nos debatedores escolhidos para falar sobre o tema em pauta na atração jornalística e detonaram o canal de notícias: “Só tem branco no palco, num país em que a maioria são negros. E na emissora CNN Brasil em vez de abrir a porta para especialistas que são negros no palco opta por ser mais uma. Isso reflete também no elenco onde somente tem uma ancora Negra e um Repórter em vez de mais”, escreveu um um internauta. 

“Chega a ser patético como uma emissora desse tamanho não vê problema nenhum em organizar um debate sobre soluções para a desigualdade social só com velho branco e rico…”, opinou outro. “Vamos trazer esses três homens brancos cis-hétero ricos para falar sobre desigualdade”, escreveu de forma irônica outro telespectador da CNN Brasil no Twitter. 

GloboNews também foi criticada

A CNN não foi o único canal de notícias a ser criticado nas redes sociais por escalar pessoas brancas para falar sobre temas que envolvem diversidade. Recentemente, a Globonews foi detonada após ter escalado para a edição do programa jornalístico “GloboNews Em Pauta”, do último dia 11, quatro jornalistas brancos para comentar uma notícia relacionada a questões raciais. A atração do canal de notícias da Globo repercutia o caso de um homem negro paraplégico, que foi retirado com violência de seu carro por policiais nos Estados Unidos. 

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Semelhante ao que aconteceu na CNN, repercutiram a informação quatro jornalistas brancos: Guga Chacra diretamente dos Estados Unidos, Ana Flor e Gerson Camarotti, de Brasília, e Demetrio Magnoli, que falava de São Paulo. O último comentarista citado, inclusive, foi detonado por muitos internautas nas redes sociais que relembraram uma polêmica na qual foi envolvido há alguns anos atrás. 

Telespectadores que assistiam ao programa jornalístico compartilharam uma gravação de um vídeo durante uma palestra do lançamento de seu livro que falava sobre pensamento racial na UNB, em Brasília. O comentarista político da Globo entrou em uma discussão com ativistas negros que questionavam questões discutidas no livro, dentre elas o das cotas raciais. Na ocasião, Magnoli chegou a chamar o grupo que protestava contra seu livro de “milícia fascista”. 

“A história se repete: O jornalista Demetrio Magnoli, declaradamente racista e que chama movimento negro de fascista, está mais uma vez na bancada da @GloboNews para falar sobre questões raciais. A Globo, do diretor que diz que ‘não somos racistas’ não se emenda nunca… #Racismo”, protestou um internauta em seu perfil no Twitter. 

Olha quem tá ali no cantinho e vai falar sobre racismo…”, escreveu outro telespectador do programa fazendo referência a Demetrio Magnoli. “Ainda bem que a Globo trouxe negros para falar sobre racismo, né?”, disparou outro de forma irônica. “Já me perguntei pq Demétrio estaria ali e tals. Mas é isso: ele está ali exatamente pq ele é quem ele é e representa o que ele representa”, considerou outro internauta. 

Thiago Amparo, advogado e professor de direito que também atua como comentarista em questões raciais em canais de notícias, também desabafou sobre o fato: “Não aguento mais negros/as só serem chamados ou pra comentarem sobre racismo na TV (quando são), ou para serem como pôster de diversidade, enquanto os comentaristas que de fato recebem salário estão lá e não sairão de lá. Cansei. Me chamam e eu digo: não é como igual? Digo não”. 

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