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Fabíola Gadelha revela que teve matérias barradas por estar acima do peso

A jornalista contou detalhes dos momentos em que foi diminuída no início de sua carreira, inclusive por colegas de profissão

Bruno PintoRepórter do EM OFF

Fabíola Gadelha, carinhosamente apelidada de rabo de arraia por Marcelo Rezende, foi a convidada do programa “A Tarde é Sua” desta segunda-feira (15). A jornalista não fugiu de nenhuma pergunta e prontamente respondeu tudo que foi perguntado pela apresentadora Sonia Abrão e sua equipe. Além de falar da sua amizade com Rezende, que faleceu em 2017, Fabíola revelou os preconceitos que sofreu no início de sua carreira.

A jornalista disse que teve sua capacidade profissional reduzida pelo fato de ser do sexo feminino em um segmento predominantemente masculino, além de estar acima do peso. Gadelha confessou que foi um período doloroso, pois acabou sofrendo demais com tudo aquilo: “Eu sofri muito preconceito por duas razões: Uma por ser mulher na área policial e a outra por ser gordinha. Eu sofri muito!”.

Fabíola surpreendeu toda a produção do programa da RedeTV! ao revelar que o preconceito contra ela chegou a um nível tão extremo, que suas matérias chegaram a ser deixadas de ser transmitidas em rede nacional por conta da gordofobia: “Eu me lembro que teve uma época que as minhas matérias não eram geradas pelo fato de eu ser fora do padrão. Acreditavam que não iriam aceitar, assim como o meu estilo”.

Gadelha afirmou que quando suas matérias interessavam seus superiores, eles aproveitavam todo o conteúdo apurado e produzido por ela, mas de uma forma diferente. Em decorrência do preconceito, suas reportagens eram regravadas por outro profissional: “Quando começava a surgir matérias que o nacional se interessava, aí pegavam uma outra pessoa e refazia. Pegavam minhas imagens, gravavam o off e pronto”.

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A morena contou que não conseguia ver maldade em tudo aquilo que estava acontecendo e que, acima de qualquer coisa, trabalhava muito: “Deus me blindava dessas coisas, pois eu não conseguia enxergar maldade, o preconceito. Naquele momento aquilo não me afetava. Eu não fazia questão… Eu fazia de seis a oito matérias por dia. Eu começava de madrugada, tinha muita fonte. Eram matérias que eram usadas em inquéritos policiais, porque eu acompanhava investigações mesmo!”.

Fabíola contou que diversos colegas de profissão chegaram a desdenhar dela, tirando sarro quando falava que ela era jornalista. A morena disse que esses julgamentos ficaram mais evidentes após ganhar notoriedade na televisão: “Eu me lembro que as pessoas não me encaravam como jornalista. Eles me olhavam, me zombavam e riam de mim, principalmente quando eu fiquei muito famosa no Norte. Eu dava muita audiência!”.

A jornalista revelou que saiu aos prantos de um evento em que ela foi citada como exemplo de tudo aquilo que não deveria ser feito: “Eu lembro que eu participei de um workshop. Nessa palestra, o assunto era tudo o que você não pode fazer e minhas matérias do início ao fim. Foi algo planejado mesmo! Eu saí de lá chorando e depois passei por um problema muito sério por conta disso”.

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