Fechar
Situação tensa

Funcionários do SBT acusam diretor de assédio e fazem greve

Ariel Jacobowitz, diretor do programa Eliana, é acusado e assediar moralmente equipe técnica

Danilo ReenlsoberRepórter do EM OFF

A situação nos bastidores do SBT não é das melhores. Profissionais que trabalham na equipe técnica do programa Eliana, exibido aos domingos, chegaram a entrar em greve após serem assediados moralmente pelo diretor da atração, Ariel Jacobowitz. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Radialistas de São Paulo. A entidade acusa a emissora, ainda, de irregularidades envolvendo as horas extras realizadas pro funcionários.

Em novembro, a equipe do programa Eliana fez uma paralisação após ser assediada pelo diretor da atração. “A equipe do programa da Eliana foi assediada moralmente pelo diretor do programa, forçando os trabalhadores a reagirem“, diz uma nota divulgada pelo sindicato. “A mesa do switter foi fechada e só reaberta depois que a supervisão foi ao local, por exigência dos trabalhadores“, ressaltou.

De férias, as apresentadoras Eliana e Patrícia Abravanel deixaram episódios inéditos de suas atrações previamente gravadas. A greve momentânea dos trabalhadores do SBT não afetou essas gravações. Porém, de acordo com o Sindicato dos Radialistas, os profissionais da emissora tem sido alvo de assédio moral há meses, sem que a emissora tome uma atitude contra o problema.

Os trabalhadores vêm sofrendo assédio moral por parte das chefias. Depois do último boletim do sindicato denunciando a exploração com relação as horas extras, os trabalhadores dos setores mais atingidos passaram a ser perseguidos pelos chefes“, assegurou a entidade. “O Sindicato, encaminhou aos representantes legais da empresa um e-mail denunciando essa prática e nenhuma solução foi tomada“.

Continua após a publicidade

A entidade afirmou, ainda, que se nenhuma resposta for emitida pelo SBT, vai formalizar a denúncia no MPT (Ministério Público do Trabalho). “Isso vem acontecendo há tempos sem mudança de postura tanto do RH, da gerência, como de supervisores e gestores que, em consequência, chegamos a direção da empresa que não fez nada até agora“. O EM OFF procurou a assessoria do SBT, mas ninguém respondeu nossos questionamento.

Banco de Horas

Além do assédio moral contra profissionais da emissora de Silvio Santos, o Sindicato dos Radialistas de São Paulo denuncia outro problema: a “farra” no banco de horas. De acordo com a entidade, a chefia “se perdeu” na marcação das horas a mais trabalhadas. Assim, os profissionais extrapolam o limite estabelecido pela lei, não tem o período compensado e sequer recebem pelas horas extras.

O Banco de Horas instituído pela reforma trabalhista é a maior exploração que existe, pois, o empregado trabalha em horas extras sem receber. Contudo, o SBT consegue piorar ainda mais a situação. No SBT contudo é uma ‘farra’, pois os trabalhadores cumprem jornada de trabalho de até 12 horas por dia (03 vezes mais do que a terrível lei permite) e tudo vai para o Banco de Horas“, afirma o sindicato.

No SBT, o setor de Recursos Humanos se ‘perdeu’ na marcação e ninguém consegue explicar quantas horas extras o trabalhador tem no tal Banco de Horas para ser compensada ou paga“, traz ainda nota divulgada pela entidade. O número máximo de horas extras que se permite é duas diárias limitada a soma da jornada semanal do empregado. Ou seja, para quem tem jornada de seis horas diárias, só pode ir para o Banco de Horas 36 horas extras no período de seis meses, se houver acordo individual escrito.

Você usa TELEGRAM? Então entre no nosso canal e receba nossas notícias no seu celular.
Basta clicar aqui -> https://t.me/portalemoff