despistada

Guilherme de Pádua enganou Glória Perez sobre paradeiro de Daniella Perez

Glória Perez ligou duas vezes para Guilherme de Pádua depois que Daniella Perez desapareceu, mas foi enganada pelo assassino

Aline Torres
Repórter do EM OFF

A autora Glória Perez não se intimidou e abriu o jogo ao participar da série documental “Pacto Brutal”. Em determinados momentos, a autora se emociona ao contar sobre situações envolvendo o desaparecimento e assassinato da filha, Daniella Perez, em 1992. Em um desses trechos, a mãe conta que tentou de todas as formas encontrar a filha após seu sumiço.

Glória afirmou que estava vivendo a melhor fase da vida, já que além da carreira da filha estar no início, mas deslanchando, a dela mesma estava no auge. A autora havia começado a escrever com uma das maiores autoras de novelas do país, Janete Clair, naquele ano, e logo em seguida, havia começado a escrever suas próprias novelas.

“De Corpo e Alma” foi uma delas. Inclusive, foi o folhetim em que a filha estava atuando e contracenando com seu algoz, Guilherme de Pádua. No documentário, Glória afirma que assim que a filha desapareceu ao sair de uma gravação, chegou a ligar para o criminoso, sem suspeitar de nada. Guilherme afirmou que a colega de cena poderia ter ido para a casa de uma amiga.

“O Caco me deu o telefone do Guilherme de Pádua. Quem atendeu foi uma mulher. Chamou, ele veio no telefone, e eu expliquei que a Dani não tinha chegado no ensaio, que estávamos todos muito preocupados. Ele disse: ‘Vai ver que ela foi visitar uma amiga’. Falei: ‘Mas como uma amiga? Que amiga? Ela falou pra você que ia visitar uma amiga?’. ‘Não, mas pode ter ido'”, disse a autora nas gravações da série.

A escritora chegou a a ligar uma segunda vez para Guilherme após o carro da atriz ser encontrado. Acreditando se tratar de um sequestro, Glória quis saber sobre os grupos de fãs: “Ligo rapidamente de novo pro Guilherme de Pádua, porque me lembrei do grupo de fãs. Num sequestro, você tem informações sobre pessoas estranhas em volta, era tudo”.

“‘Guilherme, pelo amor de Deus, aconteceu alguma coisa com a Dani. O carro dela foi encontrado num matagal’”, contou a escritora. Após a confirmação de que a filha estava morta, Glória relembra a cena de ver o corpo já sem vida de Daniella: “Quando o carro ia parando, eu vi o tênis. Eu saltei do carro em movimento e saí correndo pra lá”, relatou.

“Aí, à medida que você vai correndo, vai subindo a imagem, até você ter a pessoa inteira. Ela tava lá, e em pé, ao pé dela, olhando assim pensativamente pra ela, estava o delegado Cidade. Eu só vi ele. Aí, você tem uma vontade de dizer: ‘Levanta!’. Sabe, você acha que a sua chegada é mágica, que você vai tirar ela dali”, completou Glória.