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De novo?

‘Jornal Nacional’ perde mais um âncora para novo projeto

Jornalistas escalados ara o rodízio do “Jornal Nacional” deixaram a Globo após novas propostas

Paulo Henrique LimaRepórter do EM OFF

A aproximação do período eleitoral tem feito diversas personalidades públicas reavaliarem contratos com empregadoras. Na Globo, alguns jornalistas pediram demissão para concorrer a cargos públicos nas eleições 2022. Márcio Motta, que comandou uma edição de sábado do “Jornal Nacional” no rodízio especial dos 50 anos do telejornal, deixou a NSC TV, afiliada à Globo em Santana Catarina, para se lançar na política.

O comunicador surpreendeu o público na edição do “Jornal do Almoço” desta quarta-feira (16) ao anunciar a sua saída do canal líder de audiência, já que é um dos profissionais mais queridos do estado. O fim do vínculo do jornalista foi uma decisão pensada e ocorreu de forma amigável. Ele vai concorrer como candidato a deputado estadual em SC pelo Partido Social Democrático (PSD).

Em entrevista ao colunista Leo Coelho, do portal NSC Total, Mário Motta afirmou que o processo de filiação ainda está em andamento e deve ser concluído até o final de março. Apesar de ainda não ter entrado de vez na política, ele teve que deixar a afiliada da Globo por uma questão legal prevista em código interno da empresa, que veta em seu quadro de funcionários tenha pessoas com vínculo com figuras que buscam cargos públicos ou partidos.

“A [decisão] de ser candidato é definitiva. Eu devo me filiar agora, até o final do mês. E a saída da TV é um respeito a todos e uma exigência legal”, explicou ele, que também afirmou que sua carreira foi pautada na prestação de serviço. O apresentador disse que o tempo na TV o ajudou a se comunicar diretamente com o público e provocar reflexão sobre temas atuais do estado.

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“Durante todo este período de comunicação eu fui um ser político. De alguma forma, eu provoquei reflexão nas pessoas. O que eu passo a fazer agora é política partidária. E o que me leva a isso, curiosamente, talvez seja todo este período nas comunicações em que eu me sentia no direito de criticar decisões tomadas e agora eu passo a ter oportunidade de interferir nestas decisões”.

Na semana passada, Philipe Lemos, um dos jornalistas escalados pela Globo para o rodízio do “Jornal Nacional”, também pediu demissão. Ele comandava o “ES1”, equivalente ao “SP1”, na TV Gazeta, afiliada do canal carioca no Espírito Santos. O comunicador ainda não revelou em qual cargo público pretende se candidatar após 16 anos de contrato com a emissora. No entanto, ele explicou que vai continuar se comunicando com as pessoas através da política.

“OBRIGADO! Não poderia começar de outra forma. Depois de 16 anos, pedi meu desligamento da TV Gazeta. (muito triste isso Philipe e Rafa). Mas calma! Vamos continuar juntos. Tenho muito orgulho da historia incrível que escrevi. Ali, almoçando com vocês no nosso ES1, me senti abraçado por muitas famílias!”, iniciou o ex-global, que em seguida recordou sua carreira no jornalismo.

“Durante esse tempo, pude mostrar minha essência, minha seriedade e comprometimento. O trabalho do jornalista é social. É de prestação de serviço! Todos os dias ajudamos a cuidar da cidade, da segurança pública, da educação. A cuidar de gente! Minha gratidão, meu carinho e meu amor aos que acompanharam essa jornada! Vamos juntos para um novo desafio com a mesma essência e respeito por todos!”.

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