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Jornalista da Band fica inconformado e rebate fala de entrevistado

Durante o “Primeiro Jornal”, João Paulo Vergueiro não pensou duas vezes antes de sair em defesa dos jornalistas

Bruno PintoRepórter do EM OFF

A guerra na Europa está ficando cada mais mais complicada. Diante da gravidade do caso e de tantas consequências, diversos telejornais estão cobrindo o conflito entre Rússia e Ucrânia e destinando grande parte de seu tempo para abordar o assunto. Em meio as novas informações, comentários de especialistas e relatos de pessoas que estão vivenciando todo esse caos, muita opinião acaba desagradando e criando um verdadeiro climão durante a transmissão.

Nesta sexta-feira (04), durante o “Primeiro Jornal”, exibido pela Band, o apresentador conversou com um homem que trabalha como guia turístico em Moscou, na Rússia, e acabou sendo surpreendido com uma resposta. Visivelmente incomodado com as palavras ditas pelo entrevistado, o jornalista João Paulo Vergueiro não pensou duas vezes antes de rebatê-lo.

Por meio de uma videochamada, Vitaly Lezov conversou com o apresentador do noticiário, que logo perguntou sua opinião a respeito do ataque a Central de Zaporizhzhia. Diante do questionamento feito pelo jornalista, o convidado disse: “Não estou autorizado para opinar sobre essas situações tão graves, mas a minha opinião pessoal é que ainda não posso confirmar a autoria deste ataque”.

Na sequência, o entrevistado falou, em um telejornal, que a mídia e seus profissionais estariam vibrando com tudo o que vem acontecendo, pois ganham com o terror: “Os jornalistas estão felizes com esses ataques, vendendo pânico. Eu concordo que temos que evitar o simplismo. A Rússia, é claro, está concentrada na destruição da estrutura militar na Ucrânia. Isso é o programa oficial”.

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O convidado continuou falando sobre o caso e chegou dizer que a explosão na área da usina nuclear pode ter sido encomendada pela Ucrânia: “É como uma série, uma telenovela. Tudo está muito combinado. Eu chamo vocês para evitar o simplismo e aguardar um tempo, uma resposta oficial. Aguardar a resposta de uma decisão internacional, caso esse ataque seja do efeito global, e não local”.

Diante de tudo que escutou, o âncora da Band rebateu a opinião do convidado: “Mesmo sendo um ataque de efeito local, eu não entendo quando você fala que o jornalismo está fazendo show em cima de uma situação que não leva pânico. Como que não leva pânico você bombardear uma usina nuclear? Mesmo que os reatores não sejam atingidos, como você não leva pânico quando jogam uma bomba numa região?”.

O entrevistado não ficou quieto e tentou justificar: “Eu não sei quem lançou essa bomba. Eu não sei porque você está afirmando que os russos lançaram essa bomba, pode ter sido os ucranianos. Quanto ao pânico, estou falando de toda a semana, desta guerra ou de qualquer guerra. Começa uma guerra de propaganda. O pânico desliga o funcionamento do cérebro. É muito importante evitar esse pânico e ser mais razoável”.

Por fim, João Paulo Vergueiro fez questão de encerrar a conversa dizendo que acaba se tornando fácil falar em manter a calma estando em um local seguro e concluiu falando que, caso vivesse na Ucrânia, o seu estado não seria menos do que estar em pânico com tudo o que vem acontecendo por lá: “Evitar o pânico porque a gente está aqui muito seguro. Se eu estivesse na Ucrânia estaria em pânico sim”.