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SAÚDE

Jornalista da Record TV revela luta contra o Parkinson

André Tal se submeteu a um tratamento experimental para combater a doença

Danilo ReenlsoberRepórter do EM OFF

O Domingo Espetacular, revista eletrônica semanal da Record TV, vai contar com um momento que promete ser emocionante. O jornalista André Tal, repórter da emissora de Edir Macedo há 15 anos, vai expor para o público um momento íntimo: a sua luta contra o Parkinson. Aos 43 anos, ele realiza um tratamento para reduzir os danos da doença há quatro anos.

O Parkinson é um distúrbio crônico do sistema nervoso central que afeta o movimento. Geralmente, o começa com um tremor na mão, mas outros sintomas são movimento lento, rigidez e perda de equilíbrio. No Brasil existem poucos números sobre a doença. Números não oficiais apontam para pelo menos 250 mil portadores no País.

O jornalista, que já atuou como correspondente da Record TV em Londres, Nova Iorque e Tóquio, vai exibir no próximo domingo (5) mais detalhes de sua batalha contra a doença. “A partir de agora, vou quebrar o silêncio sobre algo que há anos eu tenho tentado esconder“, afirma o repórter. De acordo com o Notícias da TV, Tal está se tratando em Miami, nos EUA.

Ele faz parte de um novo estudo conduzido pelo médico brasileiro Marc Abreu, especializado em doenças degenerativas, como Alzheimer, esclerose múltipla, distrofia muscular e ELA (esclerose lateral amiotrófica). Em setembro desse ano, André Tal entrevistou o médico para o JR Mundo sobre o tratamento experimental, sem revelar que ele próprio era um dos pacientes.

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A reportagem que será exibida no Domingo Espetacular vai detalhar o novo tratamento conduzido pelo médico brasileiro. Ainda segundo o Notícias da TV, ao contrário de outros processos para combater o Parkinson, a terapia desenvolvida pela equipe de Abreu tenta não apenas diminuir a progressão da síndrome, retardando os tremores, mas restaurar as funções perdidas.

Marc Abreu explicou que o tratamento não tem efeitos colaterais negativos e que já foi aprovado pela FDA (uma espécie de Anvisa norte-americana). O procedimento é encarado como uma cirurgia do futuro, pois não envolve cortes. O paciente usa uma espécie de capacete que capta o sinal cerebral e induz calor nas proteínas de choque térmico. Aquecidas, elas passam a trabalhar mais rapidamente, revertendo a diminuição ou perda de função causada pelo envelhecimento ou pelas doenças degenerativas.

De acordo com especialistas do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, ainda não se sabe exatamente quais são os fatores que levam ao Parkinson. Com o envelhecimento, todos os indivíduos apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina, um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas).

A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. Na falta dela, o controle motor do indivíduo é perdido. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e consequentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença.