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LUTO

Jornalista e comentarista Cristiana Lôbo morre aos 63 anos

A profissional, que passou pelos jornais O Globo e Estado de São Paulo, enfrentava um meiloma múltiplo

Danilo ReenlsoberRepórter do EM OFF

O jornalismo brasileiro está de luto. Morreu na manhã desta quinta-feira (11), a jornalista e comentarista política do Grupo Globo, Cristiana Lôbo. A veterana tinha 63 anos e foi acometida por um meiloma múltiplo, do qual se tratava havia alguns anos, agravado por uma pneumonia contraída nos últimos dias. A informação foi confirmada pelo G1 e pelo canal GloboNews.

A jornalista estava internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde tratava o mieloma múltiplo. A doença é o câncer de um tipo de células da medula óssea chamadas de plasmócitos, responsáveis pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias. No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue.

Cristiana atuou no jornalismo por mais de 30 anos. De acordo com o G1, a profissional começou a carreira cobrindo a política do estado de Goiás, até se mudar para Brasília, onde foi contratada pelo jornal “O Globo”. Lá, foi setorista do Ministério da Saúde e acompanhou de perto a criação da carteira de vacinação. Ela também cobriu o Ministério da Educação.

Ainda no “Globo”, trabalhou na coluna Panorama Político. Depois de 13 anos no jornal, assumiu a coluna política do jornal o “Estado de S. Paulo”. A estreia na televisão foi na GloboNews, em março de 1997, quando passou a integrar o time de comentaristas do Jornal das Dez. Ela também marcou presença em diversos telejornais da emissora de notícias.

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Memória

Cristiana dos Santos Mendes Lôbo nasceu em Goiânia, em 1957, e se formou em jornalismo na Universidade Federal de Goiás. Escolheu o curso para tentar realizar o sonho de ter um programa de música no rádio. Começou cobrindo política em Goiás e, depois, em Brasília. Sua carreira tomou novos rumos quando passou a trabalhar para O Globo. Foi setorista no Ministério da Saúde e depois passou para o Ministério da Educação.

Foi ali que aprendi que você tem de trabalhar de manhã até a noite. E nunca larguei disso”, contou, em entrevista ao portal Memória Globo. Um momento intenso na sua vida profissional foi a cobertura da campanha por eleições diretas no país, em 1984. “Naquele tempo, não existia celular, nem internet, a única coisa que havia era um telefone que você apertava e a redação ouvia“, lembrou.

Eles pediam 15 linhas, e a gente tinha de fazer o retrato daquele momento”, recordou. O ritmo de trabalho não diminuiu no governo de José Sarney: “No dia em que foi editado o Plano Cruzado, de reforma da economia, eu tinha voltado da minha licença-maternidade. Saí de casa às 7h, voltei às 23h. Cheguei a ter febre. E nesse dia o bebê não mamou.”

No jornal O Globo, ela trabalhou na coluna Panorama Político e na Coluna do Swann. A chegada na televisão se deu na GloboNews, fazendo análises políticas e, ainda, coberturas especiais, como a da eleição e posse da presidente Dilma Roussef, em 2010 e 2011. Com mais de 30 anos de carreira, sempre manteve o entusiasmo. Cristiana Lôbo mantinha um blog no G1 chamado Os Bastidores da Política.

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