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Mulher dá resposta atravessada a pergunta constrangedora de repórter da Globo

Mulher reprovou pergunta duvidosa feita por Lisboa Júnior

Paulo Henrique LimaRepórter do EM OFF

Uma operação da Polícia Militar, na comunidade Solar do Unhão, região da Gamboa, em Salvador, deixou três pessoas mortas, na madrugada desta terça-feira (1°) de Carnaval. A ocorrência foi destaque do “Jornal da Manhã”, telejornal apresentado por Ricardo Ishmael e Thaic Carvalho na TV Bahia, afiliada à Globo no estado. No entanto, a cobertura jornalística se tornou em um momento constrangedor após desempenho do repórter Lisboa Júnior.

O profissional enviado pela emissora à comunidade para contar detalhes da operação entrevistou moradores durante protesto em que acusam os agentes de violência gratuita. Na escalada do noticiário, o repórter da Globo relatou que civis criaram barricadas e colocaram contêineres espalhados em uma das principais vias do local, enquanto gritavam por justiça às vítimas.

O repórter da Globo questionou uma moradora sobre se ela teria presenciado a violência policial contra um adolescente de 15 anos. “Eu estava na hora que aconteceu tudo ali, eles pegaram o menino, certo que ele estava errado, mas a obrigação deles é prender e não matar. Eles executaram a criança, é um menino que a mãe vai perder e não vai ver mais”, desabafou a mulher.

Na sequência da entrevista, Lisboa Júnior perguntou a entrevistada se o jovem tinha envolvimento com alguma “coisa errada”. De imediato, ela deu uma resposta atravessada e rebateu o repórter pelo questionamento inapropriado. “Moço, não importa isso agora porque se eles [policiais] pegaram fazendo algum erro, a obrigação é levar preso, não matar à queima roupa. Eles atiraram”.

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Apesar da situação vexatória, o repórter optou por ignorar a observação da mulher e seguiu a entrevista como se não tivesse acontecido. Durante o link no “Jornal da Manhã”, a entrevistada contou que agentes da Polícia Militar teriam executado três pessoas da comunidade e sumido com os corpo de duas delas. Ela relatou que chegou a ver polícias colocando os corpos embrulhados em um lençol dentro da viatura.

“Só apareceu um corpo, cadê outros outros dois onde eles botaram? A gente só quer uma solução, aí vem um policial de lá pra cá ameaçar uma criança de 15 anos, ele tem que honrar a farda que ele veste, ele tem que ser homem. Aqui não tem bicho não, aqui tem morador”, afirmou a mulher na afiliada à Globo.

Repórter da Globo

Em janeiro, Felipe Pereira, repórter da TV Subaé, afiliada à Globo em Feira de Santana, na Bahia, passou por uma saia junta durante um link no “Jornal da Manhã”. Isso porque, uma mulher revoltada com a falta de pagamento de um benefício pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) invadiu uma reportagem ao vivo e afirmou que estava passando fome. Ela pediu para ser ouvida pelo profissional.

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