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Participante do ‘Lata Velha’ acusa Globo de substituir seu carro por veículo ilegal

Quadro de reformas de carros é alvo de uma batalha judicial; entenda

Paulo Henrique LimaRepórter do EM OFF

Luciano Huck atualmente comanda o “Domingão com Huck”, na Globo, mas o “Caldeirão” ainda o persegue. O “Lata Velha”, famoso quadro de reformas de carros apresentado pelo comunicador no seu antigo programa, hoje comandado por Marcos Mion, é alvo de uma batalha judicial. Isso porque, um ex-participante de uma das edições de 2005 acusa a emissora carioca de substituir o seu veículo por um carro que seria ilegal.

Em entrevista à jornalista Paula Gama, do portal UOL, o ambientalista João Marcelo Vieira diz que o carro foi um presente de um tio ao seu pai, que anos mais tarde acabou falecendo. Antes disso, o parente do ex-participante do quadro do extinto “Caldeirão do Huck” lhe fez prometer que nunca iria se desfazer do veículo. Sua participação na atração da Globo teria sido uma maneira de repaginar o carro e prestar uma homenagem ao primeiro dono.

A briga entre Vieira e a Globo já dura 16 anos. Em 2016, após mover um processo em que pedia R$ 1 milhão de ressarcimento e por danos causados, o ambientalista sofreu sua primeira derrota na Justiça, que julgou o caso improcedente. Ele diz que entrará com uma nova ação contra a emissora. No processo, João Marcelo apresentou como provas duas perícias que serviram para defender a sua acusação contra o canal.

Batalha contra Lata Velha e Globo

Antes de iniciar o processo contra a Globo, João Marcelo afirma ter tido um encontro com diretores da emissora para uma negociação. Na reunião, lhe foi prometido de que seu carro, um Opala, seria devolvido com as mesmas modificações feitas em uma Caravan. No entanto, segundo ele e duas perícias realizadas, sendo uma particular e outra pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), o carro teria sido entregue adulterado.

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No processo, João Marcelo apresentou como provas duas perícias que serviram para defender a sua acusação contra o canal. A primeira, um laudo do Instituto Carlos Éboli, que diz que a assinatura utilizada na autorização de transferência de uma Caravan para o nome do ambientalista é falsa. “Eu seria preso se fosse pego com ele em uma blitz”, lamentou o ex-participante do “Lata Velha”.

Na segunda prova anexada ao processo, os peritos Bruno Ciniello Araujo e Sérgio William Silva Miano, assinaram um documento que diz que vestígios de solda foram encontrados na chapa suporte de gravação da codificação VIN e na codificação restrita (segredo). “Trata-se de um veículo de marca GM modelo Caravan, ostentando codificação de modelo Opala”. O documento é finalizado com a afirmação de ter ocorrido objeto de adulteração do tipo de substituição.

Apesar de de estar decidido de entrar com um novo processo contra a Globo, o ambientalista terá que arcar com o pagamento das despesas processuais e dos honorários advocatícios que correspondem a 10% do valor de R$ 100 mil. A Globo não comentou oficialmente as acusações do ex-participante do “Lata Velha”.

No início da semana, Rafinha Bastos acusou a Globo de mentir sobre as reformas de casas no quadro “Lar Doce Lar”, também do “Caldeirão com Huck”. O humorista disse que a emissora mascarava as obras. “O Huck consertava as casas das pessoas naquele quadro, ‘Lar Doce Lar’. Ele pegava os imóveis destruídos e reformava tudo. Refazia, pintava e tudo ficava lindo. Na época, a minha ex-mulher trabalhava em uma empresa de cenografia e aí essa firma foi cotada para fazer o trabalho. Ele cotava e contratava as empresas!”.

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