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ACUSADA DE SER CONIVENTE!

Rede Globo é processada após assédio de comentarista a ex-funcionária

O comentarista esportivo Carlos Cereto foi demitido nessa quinta-feira (1)

Jean TellesRepórter do EM OFF

A Rede Globo foi alvo de uma ação na Justiça do Trabalho após uma ex-funcionária acusar a emissora de ter sido conivente com um assédio moral praticado pelo comentarista esportivo Carlos Cereto. Ele foi desligado da emissora nessa quinta-feira (1), após mais de 20 anos de trabalho na empresa.

De acordo com informações divulgadas pelo colunista Gabriel Vaquer, do site Notícias da TV, o jornalista xingava a ex-funcionária e a fazia dar voltinhas pela redação afim de que ela mostrasse seu corpo.

A publicação teve acesso aos autos do processo, nos quais a ex-colaboradora relata diversos casos de assédio que foram testemunhados por pelo menos três pessoas.

Em um dos casos, a vítima relata que foi chamada de “incompetente, desqualificada e despreparada” por Cereto. Em outra ocasião, o ex-comentarista da Globo disse que a colega “estava uma delícia, beijava sua mão” pedindo que ela desse uma voltinha.

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Os casos de assédio teriam acontecido no período em que Carlos Cereto era chefe de redação do canal esportivo SporTV, em São Paulo. Cereto ocupou o posto de entre 2012 e 2015. Nos anos de 2016 a 2021, foi comentarista e apresentador no principal canal de esporte da emissora.

Por questões de segurança o nome da ex-funcionária foi mantido em sigilo. Ainda de acordo com informações do site, a demissão do comentarista da emissora dos Marinho em nada tem a ver com a acusação de assédio. Nos autos do processo foi resumido o depoimento de uma das testemunhas do caso, que detalhou um pouco do que presenciou do assédio sofrido pela colega:

“Carlos [Cereto] não tinha bom relacionamento com a autora, pois ele a tratava rispidamente, reclamava muito e falava em tom de voz alto, além de ser grosseiro desnecessariamente; que Carlos já chamou a autora de incompetente diversas vezes na frente de outros colegas;”

“Que a autora se sentia humilhada; que a depoente e demais colegas ficavam constrangidos com a atitude de Carlos em relação à autora; que no geral, Carlos era grosso com todos, mas em relação à autora era mais ostensivo; que presenciou a autora chorando por Carlos ter chamado a atenção dela de modo ríspido”.

A juíza Marisa Santos da Costa, aceitou o pedido da ex-funcionário e condenou a emissora dos Marinho em primeira instância. Para a magistrada, ficou comprovado que Carlos Cereto cometeu assédio e que a Globo foi conivente ao não proteger sua colaboradora: 

“Assim, reconhece-se a lesão à dignidade da autora, configurando dano moral, restando estabelecer, por arbitramento racional, norteado pelo princípio da razoabilidade, a extensão da compensação correlata”, disse a juíza. 

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