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alvo de ataques

Repórter da Band na Ucrânia desabafa e revela ter sofrido ameaças

O jornalista fez um desabafo nas redes sociais

Vitor CaiqueRepórter do EM OFF

Um profissional de comunicação brasileiro e contratado da Rede Bandeirantes (Band), resolveu se manifestar nas redes sociais falando sobre alguns ataques que vem sofrendo em seu trabalho. O repórter Yan Boechat, correspondente da emissora paulista na cobertura da guerra na Ucrânia, usou sua conta no Twitter para se manifestar sobre algumas ameaças que está recebendo, devido ao seu trabalho em zonas de conflitos.

Yan Boechat postou uma série de mensagens falando sobre seus ideais e sobre o que acredita, deixando claro seu repúdio a governos de extrema direita e com ideias violentos e autoritários, motivos pelos quais tem recebido mensagens de ódio, por diversos achismos de internautas que te criticam por suas manifestações profissionais como jornalista em campo de guerra.

“Vou entrar na minha primeira, e espero, última treta do Twitter. Desde o início da Guerra da Ucrânia ganhei um montão de novos seguidores. Tive alta exposição por conta da @BandJornalismo, do @OGlobo_Mundo e do @mauriciostycer, que me deu um espaço generoso em sua coluna”, iniciou o repórter Yan, que continuou com as mensagens abrindo o coração.

“Muita gente que chegou aqui no meu espaço talvez achasse que pelo fato de eu cobrir conflitos armados eu apoio, defendo ou simpatizo com ações violentas, com o autoritarismo ou com qualquer ideia de que as complexidades da vida e do mundo se resolvem pela força”, comentou.

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“Sou exatamente um crítico da força, da violência, do autoritarismo ou de qualquer visão de mundo em que a violência eh protagonista. Sou contra qualquer ato em que o mais forte se sobreponha ao mais fraco pela força. Eu defendo o império da lei e da Justiça. Para aqueles que estão vindo me ameaçar, me criticar ou me atacar pelos posts que fiz criticando as forças israelenses pela morte de Shireen Abu Akleh, uma informação importante: tenho asco à política israelense de apartheid contra os palestinos”.

“Assim como tenho asco às políticas de segurança pública no Brasil que matam os negros e os pobres. Tenho asco a governos de extrema direita, sejam eles brasileiros, israelenses, russos ou americanos. Sou a favor de um mundo mais justo, em que o império da lei seja o Norte”, enfatizou o repórter e jornalista Yan Boechat, que finalizou o assunto mandando um recado aos críticos.

“Então, pra todo mundo que está agora me xingando, que acha que sou do Hamas, do PT, do Fórum de São Paulo ou do PC Chinês, só posso dizer algo bem simples e direto: Não gaste seu tempo aqui vindo me dizer o que pensa. Sua opinião não me interessa. Jogo que segue”, finalizou. Depois da manifestação pública do comunicador, diversos seguidores deixaram mensagens de apoio na publicação, que recebeu bastante interações.

“Parabéns pelo seu posicionamento, Yan! Admiro muito pessoas de coragem como você! Torço muito que estes conflitos terminem logo (e bem), e você volte em segurança. Bom trabalho pra você!”, comentou Vilson, deixando uma mensagem de apoio ao repórter. “Yan, não dê ouvidos, não esquente com pessoas pequenas que só sabem ameaçar. Até mesmo porque você está fazendo um belíssimo trabalho noticiando a guerra. A realidade é dura. A maior parte das pessoas nunca viram o que você está vendo aí. Força!”, disse Claudia Schulz.