política

Repórter do SBT diz ter sido agredido na emissora após assumir voto em Bolsonaro

Daniel Pennna-Firme diz ter sido agredido nas dependências da emissora

Paulo Henrique Lima
Repórter

Com a oficialização dos candidatos à Presidência da República pelos principais partidos, o clima das eleições 2022 tem elevado os anônimos das discussões em roda de amigos e até ambiente de trabalho. No SBT, por exemplo, o repórter Daniel Pennna-Firme levou uma cusparada de uma jornalista após afirmar abertamente que vai votar em Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao podcast de Rica Perrone, ele contou que o episódio ocorreu na Redação de jornalismo da emissora no Rio de Janeiro. O profissional não reagiu ao ataque e nem chegou a reclamar da postura da colega de trabalho ao departamento de Recursos Humanos (RH). Recentemente, Pennna-Firme foi afastado do canal para concorrer a um cargo de Deputado Estadual no estado pelo União Brasil.

“Dentro de uma Redação de Jornalismo você não espera que uma colega sua cuspa no seu rosto porque você disse que iria votar no Jair Bolsonaro (PL) e isso acabou acontecendo comigo. Eu tomei cusparada no rosto dentro de uma Redação de Jornalismo e depois eu soube que poderia ter denunciado no RH. Eu não fiz porque não sabia”, contou o comunicador, que frequentemente costuma ter destaque em substituições no SBT.

Sem revelar nomes, o profissional disse que não conteve as lágrimas após a agressão. “Me chamou de fascista e cuspiu em uma sala anexa, mas dentro das dependências da empresa. Eu mantive a cabeça, se eu dou uma porrada nela é Lei Maria da Penha, é opressor e fascista. É a estratégia deles. Sabe o que eu fiz? Eu chorei. Você não espera isso. As redações de jornalismo são os ambientes mais podres do que a política.”

Procurado pelo EM OFF, o SBT informou que procurou Daniel Pennna-Firme, mas o repórter não disse quem teria sido responsável pela agressão relatada na entrevista. O jurídico da emissora trabalha agora com a possibilidade de interpelá-lo judicialmente.

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