ExclusivoSBT faz caça às bruxas após polêmica com jornalista bolsonarista

Daniel Pennna-Firme acusou colega de trabalho de ter agredido após revelar voto em Bolsonaro

Paulo Henrique Lima
Repórter

O repórter bolsonarista Daniel Pennna-Firme denunciou ter sido agredido por uma colega de trabalho na Redação de jornalismo do SBT após assumir voto em Jair Bolsonaro (PL) nas eleições 2022. Sem revelar nomes, em entrevista ao podcast de Rica Perrone, o comunicador afirmou que levou cusparada no rosto de uma jornalista eleitora de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O EM OFF apurou que a declaração do funcionário afastado por causa da legislação eleitoral não pegou nada bem. Segundo Penna-Firme, tudo teria ocorrido nas dependências da emissora no Rio de Janeiro às vésperas do seu afastamento para concorrer a um cargo de Deputado Estadual no estado pelo União Brasil. Acionada pela matriz de São Paulo, a direção do departamento tentou descobrir quem teria agredido o profissional. O compliance também já estaria em alerta.

A reportagem descobriu que Daniel não revelou quem foi a responsável pela agressão física. No entanto, a emissora de Silvio Santos não pretende sossegar até ter o nome da funcionária em mãos. ´Para isso, uma caça às bruxas foi iniciada. O jurídico foi consultado sobre a possibilidade de interpelar judicialmente o comunicador, já que o mesmo se recusou a “dar nome aos bois”. Uma retratação também poderá ser exigida.

A reportagem procurou Daniel Penna Firme e solicitou um posicionamento sobre a recusa em entregar a agressora aos superiores. Segundo o jornalista, o caso ocorreu em 2018 e a mulher em questão não faz mais parte do quadros de funcionários do canal. Ele também disse que revelou a identidade da ex-colega de trabalho a um diretor da empresa.

Já o SBT explicou que “o Gestor de jornalismo do RJ o procurou depois da declaração e ele não disse quem foi [a jornalista]”. Diante da recusa, a emissora confirmou: “consultamos o Jurídico sobre a possibilidade de interpelá-lo judicialmente: ou revela o nome dela ou ele deverá se retratar”.

Ao podcast, o repórter do SBT disse que também foi agredido verbalmente. “Me chamou de fascista e cuspiu em uma sala anexa, mas dentro das dependências da empresa. Eu mantive a cabeça, se eu dou uma porrada nela é Lei Maria da Penha, é opressor e fascista. É a estratégia deles. Sabe o que eu fiz? Eu chorei. Você não espera isso. As redações de jornalismo são os ambientes mais podres do que a política.”