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Viúva de petista morto por bolsonarista se emociona e revela detalhes do crime

Durante o programa "Encontro" desta segunda-feira (11), Pâmela Silva concedeu uma entrevista e contou o que ocorreu na noite de desespero

Bruno Pinto
Repórter do EM OFF

Um assunto que continua dando o que falar é o assassinado de Marcelo Aloizio de Arruda, tesoureiro do PT, morto neste final de semana pelo policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho. O caso continua sendo investigado e uma das principais linhas de investigação é que o crime tenha sido motivado em decorrência de desavença política. Ainda muito abalada com o ocorrido, a viúva do petista, revelou detalhes da noite de pânico e fez um desabafo.

Durante o programa “Encontro” desta segunda-feira (11), Pâmela Silva entrou ao vivo e concedeu uma entrevista diretamente do local onde o corpo de seu marido estava sendo velado. Ao ser questionada, ela contou detalhes do crime: “Foi tudo muito rápido e inesperado. A gente só queria mesmo evitar tudo aquilo, mas não daquela forma violenta, usando arma de fogo, nada disso. Inicialmente, tanto eu quanto o Marcelo, nós tentamos estabelecer um diálogo com o agressor, mas, por duas vezes, nós não conseguimos e ele acabou reagindo da forma mais violenta possível, tirando a vida do Marcelo”.

Pâmela disse que o policial que atirou no tesoureiro do PT invadiu a festa gritando palavras em apoio ao presidente Jair Bolsonaro: “Ele não foi convidado para a festa, nós sequer conhecemos aquele moço. Ele simplesmente chegou desferiu algumas palavras de cunho político, fazendo referência ao atual presidente e criticando o Partido dos Trabalhadores. O Marcelo pediu para que ele se retirasse do local, pois se tratava de uma festa particular, mas ele apontou a arma”.

A viúva disse que o policial federal estava transtornado e não escutou ninguém, nem mesmo sua mulher: “Eu me identifiquei como policial, mesmo assim ele ignora tudo isso. A esposa dele, que estava no carro com um bebê, também pediu para que ele parasse, daí ele disse que iria retornar. Quando retornou, ele chegou com uma arma e já atirando para dentro do salão de festas onde estava ocorrendo o aniversário… Primeiro ele estacionou o carro em frente ao salão de festas e gritou de forma agressiva: ‘Bolsonaro é mito! Lula é ladrão'”.

Por fim, Pâmela Silva comentou o sentimento dela e de toda família após o crime brutal: “Nós estamos dilacerados. O Marcelo era um apoio para todos nós, uma referência. Eu sinceramente não sei o que vai acontecer. Eu não quero acreditar, queria mesmo é que o tempo voltasse e que nada disso tivesse acontecido, porque o que mais importa é a vida do Marcelo, que infelizmente a gente não conseguiu salvar. O Marcelo defendeu todos que estavam lá, ele morreu para defender a gente”.