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Quebra de protocolo

William Bonner detona tenista no ‘Jornal Nacional’

Renata Vasconcellos criticou Novak Djokovic após atleta quebrar protocolo de segurança

Paulo Henrique LimaRepórter do EM OFF

A alta dos casos de infectados pela Covid-19 e a variante Ômicron segue repercutindo nos telejornais de todo o mundo. No “Jornal Nacional”, comandado por William Bonner e Renata Vasconcellos, Novak Djokovic virou notícia após ter sido deportado da Austrália por não ter se vacinado contra a doença. O tenista foi retido por autoridades assim que desembarcou no aeroporto de Melbourne, capital costeira do estado de Victoria.

Ao público, o âncora explicou o ocorrido com o atleta e classificou o momento como “vexame planetário”. “O tenista número um do mundo foi impedido de entrar na Austrália. O vexame planetário do sérvio Novak Djokovic foi por não ter se vacinado contra o coronavírus. Ele foi retido logo ao desembarcar hoje, no aeroporto de Melbourne“, iniciou o contratado da Globo.

“Organizadores do Torneio Alberto da Austrália tinham dado uma autorização especial que o isentava da vacina, mas as autoridades australianas não aceitaram o documento, negaram o visto de entrada e informaram que ele vai ter que deixar o país nas próximas horas. Os advogados de Djokovic vão recorrer da decisão”, seguiu o âncora do “Jornal Nacional”.

O jornalista também ressaltou que não é a primeira vez que o tenista se envolve em polêmicas durante a pandemia. “O Djokovic já precisou se desculpar em 2020 por ter promovido um torneio de tênis na pandemia, desrespeitando todos os protocolos sanitários. Ele e outros participantes contraíram Covid”, contou o pai de Vinícius, Laura e Beatriz Bonemer na sequência.

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Ao final da reportagem, William Bonner e Renata Vasconcellos se mostraram revoltados com a falha de Novak Djokovic e quebraram protocolo do “Jornal Nacional” para opinarem sobre o assunto. “Vexame, hein?”, disparou a jornalista. “Mico”, completou o âncora. Nas redes sociais, o público repercutiu o momento raro ocorrido na principal telejornal do país.

A cobertura da pandemia e viagens do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem preocupado a Globo. Em dezembro, a emissora emitiu um editorial no “Fantástico” para repudiar as agressões de seguranças do líder político a jornalistas que cobriam a agenda do mandatário na Bahia. O canal cobrou um posicionamento da Procuradoria-Geral da República e exigiu a segurança dos seus profissionais.

“A TV Globo afirma que as agressões deste domingo mostram que já passou da hora de a Procuradoria-Geral da República dar o seu parecer na ação que corre no Supremo, tendo como relator o ministro Dias Toffoli. A imprensa cumpre um direito inscrito na Constituição e deve ter a sua segurança garantida”, inicia a nota. A emissora também relembrou os ataques ocorridos na Itália, em outubro.

As cenas bárbaras de hoje e aquelas ocorridas na Itália, no dia 31 de outubro, ensejam duas constatações: se os seguranças agem por conta própria, a Presidência deve ser responsabilizada por omissão, se agem seguindo ordens superiores. Frente aos evidentes e graves riscos enfrentados por repórteres de todos os veículos, é urgente que o Judiciário se pronuncie. A Globo repudia as agressões aos repórteres Camila Marinho e Cleriston Santana, da TV Bahia, e aos repórteres Xico Lopes e Dário Cerqueira, da TV Aratu, e se solidariza com eles“.